Justiça Portugal "estagnado no combate à corrupção"

Portugal "estagnado no combate à corrupção"

O país contabilizou 62 pontos no Índice de Percepções da Corrupção, publicado pela Transparency International . É apenas um ponto a menos que em 2015, mas indicia uma estagnação no combate à corrupção, diz instituição.
Portugal "estagnado no combate à corrupção"
Carlos Barria /Reuters
Filomena Lança 25 de janeiro de 2017 às 04:00

Nos últimos cinco anos a posição tem sido mais ou menos constante, com Portugal a registar entre 62 e 63 pontos no Índice de Percepção da Corrupção elaborado anualmente pela Transparency International. Em 2016 o País registou 62 pontos, menos um que no ano anterior revelam os dados divulgados esta quarta-feira, 25 de Janeiro. A Somália, com 10 pontos, é o país mais mal classificado e no lado oposto do ranking aparecem a Dinamarca e a Nova Zelândia, com 90 pontos.

 

Em 177 países avaliados pela Transparency International, Portugal aparece no 29.º lugar da tabela e, se é cero que a diferença de um ponto em relação a 2015, "não é estatisticamente significativa", este resultado revela que o país "está estagnado no combate à corrupção", salienta em comunicado a direcção da Transparência e Integridade, Associação Cívica (TIAC), que em Portugal representa a Transparency International.

 

"Cada ano que passa tem sido uma oportunidade perdida para fazer avanços no combate à corrupção e ganhar a confiança de observadores e investidores estrangeiros, tão necessária à nossa recuperação económica e desenvolvimento social", acrescenta a mesma fonte, alertando para que "em esse progresso no combate à corrupção, continuaremos condenados à anemia económica e incapazes de atrair verdadeiro investimento estrangeiro, que de facto crie emprego e riqueza e não se limite à especulação ou ao branqueamento facilitados por programas como os vistos Gold, que têm um impacto muito reduzido na criação de emprego, na inovação ou na criação de valor".

 

O índice de percepção da corrupção da Transparency International baseia-se em opiniões especializadas sobre a corrupção do sector público e é feito com base em inquéritos a estrangeiros (nomeadamente homens de negócios) não incluindo, portanto, os nacionais. Olhando para as conclusões, verifica-se que menos de um terço (55) dos 177 países listados no índice têm uma pontuação superior a 50.

 

Lembrando que o Parlamento tem actualmente uma Comissão Eventual  dedicada ao reforço da transparência na vida pública, a direcção da TIAC sustenta que "precisamos de aproveitar esta oportunidade para não só reforçar a regulação mas sobretudo implementar mecanismos eficazes de monitorização e controlo que garantam a defesa intransigente do interesse comum nos negócios públicos". Até porque, conclui, "de nada vale alterarmos as regras se depois não investirmos na sua efectiva aplicação".




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Nunca vai acabar a corrupção em Portugal, porque tanto a justiça, como os políticos, salvo "alguma" excepção, são corruptos e qualquer lei que se façam, tem sempre uma fuga. Viva a corrupção !!!

Maria Santos Há 3 semanas

Um governo democrata deveria fazer cumprir a DEMOCRACIA para que, ao contrário do que vem acontecendo nos últimos anos, os ricos fossem Menos ricos e os pobres Menos pobres. Mas a nossa elite politica, económica, financeira e cultural é umbilical :(

Camponio da beira Há 3 semanas

Não é por falta de gente na justiça, já que somos o maior empregador europeu nessa área. E não acredito que seja por falta de competencia de quem lá trabalha.

A ditadura da corrupção do regime socialista Há 3 semanas

Em Portugal combate-se a corrupção com mais corrupção! Quando se anunciam medidas de combate à corrupção por esta gente, já sabemos que é para lhe abrir mais as portas!!

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