Mundo Portugal melhora três lugares no ranking dos países com mais miséria

Portugal melhora três lugares no ranking dos países com mais miséria

A lista que tem por base o "índice de miséria" conta com 66 economias, e é encabeçada pela Venezuela.
MARCOS BRINDICCI UMIT BEKTAS Sergio Moraes Waseem Obaidi Fotolia Alejandra Parra STEFANO RELLANDINI NARIMAN GIZITDINOV  ILMARS ZNOTINS ANTOINE ANTONIOL Bloomberg
Negócios com Bloomberg 15 de fevereiro de 2018 às 14:30

Portugal é o 25º país com mais miséria do mundo em 2018, segundo o ranking da Bloomberg que tem por base o índice de miséria (misery index), que relaciona as perspectivas para a inflação e desemprego.

O país desce assim três posições face à lista de 2017 - em que ocupava o 22º lugar – numa altura em que o desemprego continua a descer e o crescimento dos preços permanece baixo. Apenas dois anos antes, em 2015, estava em 10º lugar. 

Portugal surge mais bem posicionado do que França, Itália e Espanha, que ocupa este ano o oitavo lugar de uma lista de 66 países encabeçada pela Venezuela.

A hiperinflação empurra mais uma vez este país da América do Sul para o primeiro lugar do ranking dos mais miseráveis do mundo, num ano em que os economistas antecipam que o crescimento dos preços atingirá os 1.864%. A pontuação da Venezuela no ranking (1.872 pontos) é três vezes superior à verificada em 2017.

No extremo oposto, com o estatuto de economia "com menos miséria" aparece novamente a Tailândia, seguida por Singapura, Suíça e Japão.

A Bloomberg sublinha, no entanto, que o índice de miséria se baseia no antigo conceito de que uma inflação e uma taxa de desemprego baixas geralmente traduzem um elevado nível de bem-estar da população de uma economia. Porém, registos baixos neste dois indicadores nem sempre são positivos: preços persistentemente baixos, por exemplo, podem sinalizar uma fraca procura.

No geral, sublinha a agência noticiosa, os resultados "sinalizam um outlook global positivo". Os economistas antecipam que a economia mundial vai crescer 3,7% em 2018, o mesmo ritmo verificado no ano passado, que foi o mais elevado desde 2011.




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