Finanças Públicas Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto

Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto

O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira que liquidou o pagamento de 1.000 milhões de euros junto da instituição em Washington. O Governo garante que estes pagamentos não terão impacto no programa de emissão de dívida deste ano.
Portugal paga mais 2.600 milhões ao FMI até Agosto
Miguel Baltazar/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 30 de junho de 2017 às 15:16
O Governo formalizou esta sexta-feira, 30 de Junho, o pagamento antecipado de 1.000 milhões de euros do empréstimo concedido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no âmbito do programa de assistência económica e financeira.

A informação foi avançada pelo Ministério das Finanças em comunicado, confirmando a informação que tinha avançada esta quarta-feira pelo Jornal de Negócios

Este não será o único pagamento antecipado programado para este ano. "Portugal reembolsou hoje, antecipadamente, mais uma parcela do empréstimo ao FMI, equivalente a 1.000 milhões de euros, que se vencia entre Junho e Outubro de 2019. Até Agosto, Portugal pretende pagar mais 2.600 milhões de euros, antecipando as amortizações do empréstimo que ocorreriam até Abril de 2020", lê-se no comunicado enviado às redacções.
 
Os reembolsos antecipados não deverão ter qualquer interferência no plano de emissões previsto para este ano pelo Tesouro. "Estes pagamentos não terão impacto nas emissões de dívida no mercado internacional a realizar em 2017", dizem as Finanças.

O Executivo refere ainda que a estratégia de pagamentos antecipados ao Fundo vai continuar a ser implementada no próximo ano: "O plano de amortizações antecipadas do FMI continuará a ser implementado em 2018 fazendo parte do programa de financiamento da República."

As Finanças garantem ainda que "neste momento estão também garantidas cerca de 40% das necessidades de financiamento de 2018, incluindo 4.000 milhões de euros de pagamentos ao FMI".

O Governo acredita que o "reembolso antecipado ao FMI contribui decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão dos pagamentos mais equilibrada e o aumento da maturidade média".

Depois de ter conseguido baixar o défice para 2,1% do PIB em 2016, o que permitiu a saída do Procedimento por Défices Excessivos, o Governo dá agora sinais de estar concentrado na redução da dívida. No ano passado, o rácio da dívida pública rondou os 130% do PIB.

A atenção do Ministério das Finanças neste indicador já levou Mário Centeno a defender que eventuais folgas orçamentais, resultantes de um maior crescimento económico, devem ser usadas para reduzir a dívida pública.     

(Notícia actualizada às 15:30)



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