Europa Portugueses entre os europeus que mais recuperaram confiança no país e na Zona Euro

Portugueses entre os europeus que mais recuperaram confiança no país e na Zona Euro

Os portugueses estão mais satisfeitos com a sua vida, estão mais confiantes na economia nacional e europeia e são dos que mais acreditam no rumo que está a ser seguido quer por Portugal quer pela União Europeia.
Portugueses entre os europeus que mais recuperaram confiança no país e na Zona Euro
Bruno Simão/Negócios
Sara Antunes 02 de agosto de 2017 às 14:25

Os europeus estão mais confiantes na economia como um todo, quer quando se referem aos seus próprios países quer quando avaliam a União Europeia ou a Zona Euro, segundo o inquérito de Primavera, realizado em Maio, e divulgado esta quarta-feira, 2 de Agosto.

 

E os portugueses estão mesmo entre os europeus que mais melhorias percepcionam desde o inquérito de Outono. Assim 33% dos portugueses consideram que a situação económica do seu país está melhor, o que corresponde a um aumento de 18 pontos. Uma evolução só superada pela Finlândia (19 pontos). Já quando questionados sobre se a situação económica da Europa está melhor, os portugueses foram os que mais aumentaram a sua percepção, com 47% dos inquiridos a responderem positivamente, o que também corresponde a um aumento de 18 pontos.

 

Os portugueses também lideram as expectativas em relação ao futuro do seu país, com 45% dos inquiridos a considerarem que a situação económica de Portugal vai melhorar nos próximos 12 meses, o que representa um aumento de 18 pontos, só superado pela Finlândia (20 pontos). E entre os países membros da União Europeia é mesmo o segundo em que mais pessoas têm uma visão positiva sobre o futuro do seu país. Mais uma vez, só os finlandeses estão mais confiantes (48%).

 

Quando questionados se consideram que as coisas no seu país estão a caminhar no sentido certo, 59% dos inquiridos em Portugal considera que sim, um aumento de 21 pontos. Neste caso, só os franceses estão mais confiantes no rumo que o país tomou, com um aumento das percepções positivas a ser de 25 pontos. Neste caso, é de realçar que França foi a eleições, com a segunda volta a decorrer a 7 de Maio, tendo dado vitória a Emmanuel Macron. E os inquéritos foram realizados entre 20 e 29 de Maio, ou seja, já após o desfecho eleitoral.

 

Este cenário é idêntico quando a pergunta se referia à União Europeia. 44% dos portugueses considera que as coisas estão a ir na direcção certa, mais 15 pontos do que o registados no inquérito de Outono. Uma melhoria só superada pelo Luxemburgo (18 pontos) e por França (17 pontos).

 

Sobre o futuro da União Europeia, 64% dos portugueses inquiridos está mais optimista, mais 10 pontos do que há cerca de seis meses, o que também corresponde à terceira maior melhoria na percepção, só superado pela Dinamarca e por França. Os portugueses estão também entre os europeus que mais confiança têm no futuro, sendo o sexto país com maior percentagem de respostas positivas.

 

Quanto ao impacto da crise, que assolou a Europa, a esmagadora maioria dos portugueses (72%) considera que o pior já passou, algo só superado pelos irlandeses (77%) e pelos holandeses (77%). A média da União Europeia é de 47% e na Zona Euro é de 48%.

 

E apesar de 52% dos portugueses inquiridos considerar que a sua voz não é ouvida na União Europeia – em linha com a média da UE e da Zona Euro – 60% discorda que o seu país tivesse uma vida mais risonha fora da região.

 

Em termos individuais, os portugueses também estão entre os europeus que mais aumentaram a satisfação com a vida que têm, tendo 72% dos inquiridos dado uma resposta positiva, mais cinco pontos do que no Outono. 




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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

comentários mais recentes
a coutada do césar Há 2 semanas

É verdade as coisas estão de facto melhores neste país principalmente para os familiares dos césares.

Anónimo Há 2 semanas

O lirismo, a fantasia, as maravilhas da Alice, a tal do país das maravilhas... o fado o futebol e a fantasia à Zé Portugal. Quando não houver dinheiro como em 2011, levam com a dose que já esqueceram.
Siga a farra.

Anónimo Há 2 semanas

Secalhar portugueses estao iguais.. UE e sitio que manda dinheiro para seu pais....

quem piorou foram extrangeiros.. UE e um sitio que manda mais arabes para seu pais...

Natural Há 2 semanas

As coisas estão melhores para os portugueses, mas anda por aí muito estrangeiro furioso (aquela malta que quer a desgraça). Ide ide andando ide

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