Cultura Portugueses gastaram mais 20 milhões de euros em concertos em 2016

Portugueses gastaram mais 20 milhões de euros em concertos em 2016

Os portugueses vão cada vez mais a concertos. Em 2016 gastaram mais 20 milhões de euros do que no ano anterior em bilhetes para espectáculos rock/pop. Uma subida que representou o principal motor por detrás do aumento da receita de bilheteira dos espectáculos ao vivo nesse ano.
Portugueses gastaram mais 20 milhões de euros em concertos em 2016
Cofina Media
Nuno Aguiar 12 de dezembro de 2017 às 13:28

É um daqueles casos em que as estatísticas confirmam a nossa percepção. Na semana passada o NOS Alive esgotou os passes de três dias mais de sete meses antes da realização do festival. Hoje, os números publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que os portugueses estão, de facto, a gastar mais em concertos. Em 2016, a receita de bilheteira de espectáculos rock e pop disparou 78%.

 

A música representa a maior fatia daquilo que é arrecadado nos espectáculos ao vivo (74% do total da bilheteira) e, dentro desse grupo, o maior destaque pertence aos concertos de rock e pop que, sozinhos, são responsáveis por 72% da receita dos eventos musicais.

 

"Das modalidades de música, continuaram a destacar-se os concertos de música rock/pop com 3 milhões de espectadores gerando receitas de bilheteira no valor de 45,5 milhões de euros (mais 20 milhões de euros do que no ano anterior)", pode ler-se no destaque do INE. Uma evolução que se traduz num crescimento anual de 78%.

 

O aumento significativo da receita de concertos de rock/pop é o principal motor do reforço da bilheteira dos espectáculos ao vivo, que se reforçou 43% no ano passado, com mais 19% de espectadores e uma subida de 15,4 para 17,4 euros do preço médio dos bilhetes. Embora seja a música que domina o encaixe financeiro e o número de espectadores, o teatro continua a liderar em quantidade de sessões (40% do total).

 

Do lado oposto do espectro, as modalidades com menos espectadores foram a ópera (60,3 mil pessoas), recitais de coros (119,2 mil) e dança clássica (127,3 mil).

 

A maior parte dos espectáculos ao vivo são organizados na Área Metropolitana de Lisboa, que concentra dois terços das receitas e mais de um quarto dos espectadores. A seguir surge o Norte - onde a cidade do Porto terá muito peso -, com 24% da receita e 44% dos espectadores.

 

A região parece ser um factor importante no que diz respeito ao preço. Em Lisboa um bilhete para um espectáculo ao vivo custa, em média, 23,3 euros. Por comparação, no Norte é 13,3 euros.

 

Independentemente do local, a maior parte dos espectáculos são realizados à noite (depois das 18 horas), representando 72% dos espectadores e perto de dois terços da receita conseguida.




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mais votado TinyTino Há 3 dias

Se lerem bem o relatório concluem rapidamente que existem estatísticas de quantos estrangeiros foram a museus, mas não há qualquer estatística de quantos estrangeiros assistiram a espectáculos de música. Ora existe cada vez mais a promoção de Portugal enquanto destino para festivais e vem muita gente de fora para asistir a estrela pop internacionais desfrutando em simultâneo do nosso clima e preços: Rock in Rio, MEO Sudoeste, NOS Alive, etc

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 dias

antes aqui que na bola....

TinyTino Há 3 dias

Se lerem bem o relatório concluem rapidamente que existem estatísticas de quantos estrangeiros foram a museus, mas não há qualquer estatística de quantos estrangeiros assistiram a espectáculos de música. Ora existe cada vez mais a promoção de Portugal enquanto destino para festivais e vem muita gente de fora para asistir a estrela pop internacionais desfrutando em simultâneo do nosso clima e preços: Rock in Rio, MEO Sudoeste, NOS Alive, etc

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