Ásia Posto à venda império de milionário chinês desaparecido

Posto à venda império de milionário chinês desaparecido

As participações da Tomorrow Holdings no sector segurador e em instituições financeiras terão sido postas no mercado na tentativa de reduzir o peso do conglomerado na economia doméstica. O CEO está desaparecido desde Janeiro.
Posto à venda império de milionário chinês desaparecido
Reuters
Negócios com Reuters 05 de julho de 2017 às 12:13
Uma fatia das participações empresariais do magnata chinês Xiao Jianhua, que está desaparecido desde o final de Janeiro, foi colocada à venda. Avaliadas em milhares de milhões de euros, as posições colocadas à venda pela Tomorrow Holdings incluem a presença numa seguradora e num fundo, além de activos bancários, avança a Reuters citando informações de três fontes não identificadas.

A colocação à venda terá acontecido por pressão das autoridades chinesas, que procuram reduzir o peso da instituição na economia doméstica, onde a Tomorrow Holdings tem participações em mais de 30 empresas financeiras. 

Entre as participações a alienar estão as detidas em companhias como a Huaxia Life Insurance, o New China Trust Co, o banco de Weifang e o banco Baoshang.

A última vez que foi visto, Xiao - próximo do Partico Comunista Chinês - estava numa cadeira de rodas e com a cabeça coberta, à saída do hotel Four Seasons em Hong Kong. 

Não é conhecido o paradeiro do milionário (as autoridades não se pronunciam sobre o assunto e a agência noticiosa não conseguiu contactar a família). O empresário terá sido levado por pessoas que foram identificadas como agentes da polícia chinesa, o que aumenta a especulação de que possa ter sido apanhado numa operação anti-corrupção.

Será à mulher de Xiao - Zhou Hongwen, que com ele fundou a Tomorrow em 1999 - que a gestão do conglomerado está entregue desde o desaparecimento do magnata, o 32.º homem mais rico da China. 

Pequim tem vindo a investigar empresas chinesas pelo uso de dinheiro obtido através da actividade seguradora em áreas arriscadas, como o imobiliário ou o futebol, nomeadamente no estrangeiro.

Recentemente, também a Anbang - que esteve interessada em Portugal na compra do Novo Banco - viu o seu chairman detido e afastado, estando temporariamente impedido de exercer funções.



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