Política PR considera poder local como “fusível de segurança da democracia”

PR considera poder local como “fusível de segurança da democracia”

O Presidente da República considerou que o poder local tem sido "um fusível de segurança" da democracia portuguesa, porque impediu a entrada do populismo no país.
PR considera poder local como “fusível de segurança da democracia”
Bruno Simão
Lusa 21 de janeiro de 2017 às 20:53

"Aquilo que é chamado populismo não tem entrado no nosso país, entre outras razões, porque há poder local democrático. Tem sido fusível de segurança da democracia portuguesa", afirmou o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, numa intervenção no encerramento da conferência nacional '40 anos do poder local democrático', em Loures.

Recusando discutir o que é o populismo, porque "isso é tema para académicos", Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "não há nada como ter quem esteja próximo da pessoas a resolver os seus problemas", falando a verdade e tratando de questões concretas, "para evitar os discursos feitos à pressa prometendo o regresso a um passado a que não se pode nem deve regressar".

Ou, acrescentou, discursos prometendo "um futuro de frases artificiais, ilusórias de soluções que são mais 'sloganisticas' do que caminhos de resolução dos problemas reais portugueses".

Questionado se esta afirmação tem algum simbolismo por ter sido proferida no dia seguinte a Donald Trump ter assumido a Presidência dos Estados Unidos da América, Marcelo Rebelo de Sousa disse que não e que se trata apenas de "uma verdade".

"O poder local em Portugal é uma das razões porque não temos exemplos dos chamados populismos", disse o Presidente da República, recusando que essa realidade possa estar em risco.

Aliás, acrescentou, a prova que não está em risco é a força do poder local em Portugal.

 




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comentários mais recentes
Anónimo 22.01.2017

O poder local precisa de gente livre, responsável e independente que defenda os interesses e as gentes locais sem faturas incomportáveis para as gerações futuras.. e sempre comprometidas também com o interesse geral...

Anónimo 22.01.2017

Se tivesse impedido o populismo, estavas calado. Não há em Portugal ninguém mais populista. Agora, é as palestras consecutivas sobre poder local. Mas isso não corresponde ao Governo? Continua a querer substituir-se ao Governo?

Anónimo 22.01.2017

COITADO,tudo faz para estar sempre na linha da frente.Diz ele aqui:EVITAR OS DISCURSOS FEITOS A PRESSA.Que nome se da:ao promulgar a correr com toda a PRESSA a TSU assinada por uma minoria(gerigonca)?Gostava que lhe fosse feito essa pergunta hoje a noite no jornal das 8.Artista em procurar os media.