Política PR evita comentar demissões no Exército mas insiste que é preciso apurar tudo de “alto a baixo”

PR evita comentar demissões no Exército mas insiste que é preciso apurar tudo de “alto a baixo”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escusou-se sábado à noite a comentar as demissões do tenente-general Antunes Calçada, Comandante do Pessoal do Exército, e do tenente-general Faria Menezes, Comandante das Forças Terrestres.
PR evita comentar demissões no Exército mas insiste que é preciso apurar tudo de “alto a baixo”
Cofina Media
Lusa 09 de julho de 2017 às 10:17

"A minha posição é a mesma de sempre: o importante, também aí, é apurar tudo de alto a baixo, em todas as circunstâncias, em matérias de facto e responsabilidade, é isso que os portugueses têm o direito de saber e é o que importa fazer rapidamente", disse sábado à noite, em Pedrógão Grande.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final do "concerto em memória das vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra", que se realizou na igreja matriz, pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que interpretou o Requiem, de Gabriel Fauré (1845-1924).

Apesar da insistência dos jornalistas, o chefe de Estado reiterou que o importante é "apurar o que se passou integralmente, factos e responsabilidades".

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, que também assistiu ao concerto, não quis comentar o assunto.

O Exército confirmou hoje o pedido de passagem à reserva do tenente-general Antunes Calçada, Comandante do Pessoal, anunciando que será substituído no cargo, em acumulação, pelo vice-chefe do Estado-Maior do Exército, tenente-general Rodrigues da Costa.

De acordo com a edição electrónica do semanário Expresso, o general decidiu pedir a passagem à reserva por "divergências inultrapassáveis" com o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, decidiu exonerar os comandantes das cinco unidades responsáveis por alocar efectivos à vigilância dos Paióis Nacionais de Tancos, de onde foi furtado material de guerra, detectado no dia 28.

As mesmas razões estarão na base da decisão do Comandante das Forças Terrestres, tenente-general Faria Menezes, de pedir a exoneração do cargo, segundo o Expresso, na próxima segunda-feira.

Contactado pela Lusa, Faria Menezes confirmou a intenção de solicitar a exoneração do cargo.

O general Rovisco Duarte decidiu exonerar os comandantes até estarem concluídas as investigações internas que determinou. Segundo admitiu numa reunião à porta-fechada com os deputados da comissão parlamentar de Defesa, quinta-feira, esta decisão não foi consensual na estrutura do Exército, disseram à Lusa fontes parlamentares.

 




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mais votado Anónimo 09.07.2017

Mais valia ser o primeiro-ministro, não há assunto que homem não se intrometa. Ou será que vive como a Alice, no país das maravilhas: Devia sim por cobro ao roubo descarado à que tem assistido desde que é presidente, e deixar de dar cobro à um governo mais desgovernado, que mais parece um ceguinho, apanhado no meio de um tiroteio:
Autênticas baratas tontas... Só prestam para irem todo(as) buscarem a morte, não prestam para mais nada: PARASITAS DO ESTADO

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Anónimo 10.07.2017

Que bonito! Demitem-se por solidariedade com os 3 comandantes exonerados< temporariamente>.Essa exoneração deveria de ser definitiva.Pessoas que deixam roubar material pelo qual são responsáveis, não estão à altura do cargo que exercem.Os generais para serem coerentes, deviam baixar os ordenados.

Anónimo 09.07.2017

Mais deveriam pedir a demissão do exercito. Não fazem lá falta. Não se pode vender armas simulando roubo.

´Não é todos os dias que neste País 09.07.2017

a razão se impõe aos estereótipos antigos. Vamos ver ! não se pode mudar ! as coisas levam tempo ! e até, cuidado são eles que têm as armas !. Um dia tinha que ser. Quem jurou defender o País, (e é pago para isso) tem de ser responsabilizado. Essa desresponsabilização ou cobardia levou-nos a isto

Anónimo 09.07.2017

O exército português, não pode ser o exército dos filhos do pápa, que se sentem com poderes sobre todos os cidadãos de Portugal.

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