Função Pública Precários, capítulo I: as vidas que podem mudar

Precários, capítulo I: as vidas que podem mudar

Pertencem a esse grande universo chamado "Função Pública". Mas não estão a sentir os efeitos da "reposição de rendimentos": olham para os salários e não os vêem a subir. Ou porque recebem à hora ou porque ganham tão pouco que nem tiveram cortes. Se não esperam que o vencimento suba, contam pelo menos com um reforço da protecção social. Esta é a primeira fase, a das expectativas. Nos meses seguintes, o Negócios vai seguir os próximos capítulos das suas vidas.




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mais votado Anónimo 10.05.2017

A solução é flexibilização do mercado laboral, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal, e Estado de Bem-Estar Social, coisa que já existe em grande medida nas economias mais desenvolvidas mas não em Portugal porque o Estado de Bem-Estar Social português é só para uma parte da população e por isso temos uma Função Pública (e agora também um sector bancário) de Bem-Estar Social, mas não um Estado. Para a sustentabilidade dos Estados, a competitividade das economias e a equidade das sociedades do mundo desenvolvido, os custos do excedentarismo e da blindagem anti-mercado que o garante e perpétua são incomensuravelmente maiores do que aquele Estado de Bem-Estar Social universal num mercado efectivamente concorrencial e flexível.

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Ciifrão 11.05.2017

A alternativa a muitos dos postos de trabalho precário é não existirem. Por outro lado pessoas pensam que vínculo de trabalho sem prazo é a porta do Céu, sobretudo na função pública. Se assim fosse teríamos pessoas felizes e não funcionários a contar os dias que faltam para a reforma.

Anónimo 11.05.2017

É triste e agoniante a mentalidade mesquinha dos portugueses. Não se unem para lutar por melhores condições, preferem antes criticar e continuar a odiar quem não está na mesma situação que eles.
Que nojo de mentalidades, só estão bem com o mal dos outros. Evoluam!

Anónimo 11.05.2017

Alguém gostaria de ter que ficar colado como cliente ao mesmo banco, à mesma operadora de telecomunicações, ao mesmo fornecedor de energia, ao mesmo cabeleireiro, ao mesmo supermercado ou ao mesmo concessionário automóvel durante a vida toda ou mesmo por uma série de anos? Quem presta serviço não pode exigir períodos de fidelização extensos pois isso vai obrigar a que o pagador requerente do serviço não possa mudar para tecnologias mais avançadas, propostas mais adequadas às suas necessidades e soluções mais económicas oferecidas pelo mercado concorrencial. Os consumidores, os accionistas e os contribuintes percebem facilmente todas as implicações relacionadas com estes actos. Quando é que os sindicalistas atingirão o mesmo estado de discernimento e honestidade intelectual e deixarão que o mercado tendencialmente aberto, livre e concorrencial possa funcionar de modo a desbloquear de uma vez por todas toda a criação de valor que a economia portuguesa pode efectivamente alcançar?

Anónimo 10.05.2017

Claro que os dependentes descontam! E os independentes também e a proteção social nem sequer é comparável... mas o que eu gostaria de esclarecer é que de 1700 logo à partida fica apenas com 1000. Este valor para um dependente representa 187 de segurança social, para um independente são 370.

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