Conjuntura Preços à saída das fábricas subiram 3,4% em 2017

Preços à saída das fábricas subiram 3,4% em 2017

O índice de preços da produção industrial acelerou no ano passado em relação ao ano anterior. Descontando os preços da energia, este indicador teria aumentado menos de metade.
Preços à saída das fábricas subiram 3,4% em 2017
Bret Hartman/Reuters
Marta Moitinho Oliveira 16 de janeiro de 2018 às 11:32

Os preços à saída das fábricas subiram 3,4% em 2017, o que se traduziu numa aceleração em relação ao que se passou no ano anterior, quando o índice de preços da produção industrial (IPPI) recuou 2,8%, revela o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O instituto estatístico publicou esta terça-feira os dados de Dezembro do ano passado deste indicador que permite avaliar a evolução dos preços quando os produtos saem das fábricas. Estes preços não correspondem, porém, aos que são medidos pela inflação, e que permitem aferir o comportamento dos preços junto do consumidor.

"Para o conjunto do ano 2017, a variação média do índice total fixou-se em 3,4% (-2,8% em 2016)", escreve o INE, acrescentando que "excluindo o agrupamento de energia, a variação média do índice total foi 1,4% (diminuição de 0,5% no ano anterior)".

Ao longo da maior parte do ano passado esta taxa apresentou quase sempre uma tendência de aceleração.

O instituto estatístico revela, porém, que os preços à saída das fábricas dos produtos destinados ao mercado interno subiram mais do que os que se destinaram ao mercado externo, com taxas de variação média nos últimos 12 meses correspondentes a 3,7% e 3%.

Apesar do crescimento verificado no conjunto de 2017, o mês de Dezembro aponta para uma estabilização dos preços medidos à saída das unidades industriais. Depois de uma subida de 0,5% entre Outubro e Novembro, os preços registaram uma variação nula entre Novembro e Dezembro.

A taxa de variação homóloga marcou em Dezembro passado uma subida de 2,4%, o que compara com uma variação de 3,2% no mês anterior, apontando assim neste caso para um abrandamento. "Excluindo o agrupamento de Energia, os preços na produção industrial registaram um aumento de 1,9%", indica o INE, revelando aqui uma vez mais o peso que os preços da energia têm para o índice de preços da produção industrial. 




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comentários mais recentes
Anónimo 16.01.2018

Com as regalias que querem pôr aos trabalhadores ainda vão subir muito mais...

Anónimo 16.01.2018

Esta má notícia diz muito sobre o mau caminho que Portugal está a encetar devido às políticas da chamada geringonça das esquerdas unidas.

Anónimo 16.01.2018

Isto sucede numa altura em que na maioria das economias avançadas se está a dar o fenómeno inverso. Portugal perde competitividade económica e hipoteca o seu futuro. De precário a excedentário é um ápice. A tecnologia não pára e as forças de mercado também não. Os "precários" desprecarizados (ou seja subsidiados para cima do seu preço de mercado) e os definitivos em progressão acelerada mas em clara situação de sobreempego, arruínam a sustentabilidade do Estado, a competitividade da economia e o nível de equidade na sociedade portuguesa.