Angola Presidente angolano exonera comandante da polícia e chefe da secreta militar

Presidente angolano exonera comandante da polícia e chefe da secreta militar

O Presidente angolano exonerou hoje o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, e o chefe da secreta militar, general António José Maria, nomeando respectivamente, para os mesmos lugares, o comissário-geral Alfredo Mingas e o general Apolinário José Pereira.
Presidente angolano exonera comandante da polícia e chefe da secreta militar
Stephen Eisenhammer/Reuters
Lusa 20 de novembro de 2017 às 12:55

A informação foi divulgada hoje pela Casa Civil do Presidente da República, em comunicado à imprensa, adiantando que na exoneração do chefe do Serviço de Inteligência e de Segurança Militar, o chefe de Estado, João Lourenço, auscultou previamente o Conselho de Segurança Nacional.

 

O general António José Maria, tido como do círculo mais próximo do ex-Presidente da República José Eduardo dos Santos, foi nomeado para aquelas funções, na liderança da secreta militar, em 2009.

 

Para o seu lugar, João Lourenço nomeou hoje o tenente-general Apolinário José Pereira, exonerando-o da comissão especial de serviço em que estava desde 2014 no Ministério das Relações Exteriores.

 

Já o comissário-geral Ambrósio de Lemos foi nomeado comandante-geral da Polícia Nacional de Angola em 2006, também por José Eduardo dos Santos, e reconduzido nas funções sucessivamente.

 

Para o cargo de comandante-geral da Polícia Nacional, o novo Presidente angolano nomeou o comissário-geral Alfredo Mingas, embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe.

 

A Lusa noticiou em Setembro que o mandato das chefias da polícia e dos serviços de informações angolanos, de quatro anos, iniciou-se naquele mês, por determinação do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando estava já a poucos dias de deixar o poder.

 

Em causa está um decreto presidencial de 11 de Setembro, que determina para o mesmo dia o início do mandato das várias chefias que já estavam em funções, exceptuando o do chefe do Estado-Maior General das FAA e adjuntos, bem como os comandantes dos ramos das forças armadas.

 

A decisão de José Eduardo dos Santos, que duas semanas depois daria lugar a João Lourenço, como novo Presidente angolano, surgiu já ao abrigo da polémica nova lei de bases sobre os mandatos das chefias das FAA, Polícia Nacional e dos órgãos de informações e de segurança do Estado, contestada pela oposição, que alega condicionar o novo Presidente saído das eleições gerais de 23 de agosto.

 

A nova lei define que a nomeação é por quatro anos, prorrogáveis por igual período, limitando as substituições.

 

Já no decreto de 11 de Setembro, é determinado o início do mandato do comandante-geral e segundos comandantes da Polícia Nacional de Angola, do director-geral e directores-gerais adjuntos do Serviço de Inteligência Externa, do chefe e adjuntos do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado, e do chefe e adjuntos do Serviço de Inteligência e Segurança Militar.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Penso q foi uma péssima escolha. Um país como Angola necessita de estabilidade e previsibilidade. O disparate começou logo pela escolha do Governo, agora, está a desmantelar posições e colocar pessoas da sua confiança. O bom q foi feito, ele vai arrebentar. Governar zero. Vai ser pior do q o JES.

Cheira-me fumo da LIAMBADA Há 3 semanas

Estes vende boinas so vos phodem. Pois isto e so mais do mesmo. Eu quero ver os Hospitas publicos de Angola com um servicio que o pobre povo merece. Mais que as empresas dos colonos empreguem, os pobres Angolanos e Angolanas. As favelas de Luanda sao os bairros chiques das elites que têm estado

pertinaz Há 3 semanas

CONVERSA DA TRETA

ESTAVA TUDO COMBINADO, CASO CONTRÁRIO JÁ HAVERIA MORTOS...

Anónimo Há 3 semanas

«Angola precisa de Portugal e da força que Portugal tem na Europa e no Mundo» é para rir hoje ou amanhã? Se é só amanhã, não tirem esse comentário, para eu o ler outra vez amanhã!

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