Política Presidente da República compromete-se a analisar caso de professores em protesto

Presidente da República compromete-se a analisar caso de professores em protesto

Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado por duas professoras da região norte do país, que afirmaram, em lágrimas, que os docentes estão "indignados e revoltados" e questionaram "porque é que o ministro da Educação" não as recebe.
Presidente da República compromete-se a analisar caso de professores em protesto
Lusa 01 de dezembro de 2017 às 13:22

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comprometeu-se hoje a analisar o caso de um grupo de professores que se manifestaram na praça dos Restauradores, Lisboa, no final da cerimónia comemorativa do 1.º de Dezembro.

 

Cerca de meia centena de professores, com cartazes a reclamar "respeito" e "justiça", procurou chegar à fala com o Presidente da República, que assistiu à cerimónia, mas não discursou, ao contrário do ano anterior, para lhe fazer chegar um protesto sobre a sua situação laboral.

 

Marcelo Rebelo de Sousa foi abordado por duas professoras da região norte do país, que afirmaram, em lágrimas, que os docentes estão "indignados e revoltados" e questionaram "porque é que o ministro da Educação" não as recebe.

 

As professoras referiram que foram "lesadas" pelo concurso de mobilidade interna de agosto, que excluiu os horários incompletos, sendo colocadas em áreas mais longe da residência. Na fase seguinte do concurso, dizem, esses horários já foram incluídos, acabando por deles beneficiar outros professores menos graduados.

 

Uma situação que Paulo Fazenda, um dos professores que estava no local, disse ser "ilegal".

 

Segundo as docentes está em preparação um ante-projecto de decreto-lei que "não resolve a situação" daqueles trabalhadores, diploma que Marcelo Rebelo de Sousa pediu para lhe ser entregue.

 

Questionado pela Lusa, o Presidente da República assegurou que irá analisar a situação: "Vou analisar porque eu não conhecia este projecto, vou ver", disse.

 

Perante as professoras, que ouviu durante quase dez minutos, Marcelo Rebelo de Sousa comprometeu-se a analisar o diploma, ouvindo que é, para aqueles profissionais, "a única esperança".

 

A cerimónia comemorativa da restauração da independência, que se assinala hoje, decorreu na Praça dos Restauradores, Lisboa.

 




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A SEGUIR AOS PROFS. ERAM OUTROS E OUTROS E OUTROS Há 1 semana

As iniciativas de greves "cozinhadas" no Comité Central do PCP é só para sobrecarregar o Estado, como se o Estado não fosse o bolso de cada um de nós, cidadãos.

PORQUE NÃO PAGA O PCP, QUE´TEM MUITO MAIS RIQUEZA DO QUE MUITO BOA GENTE IMAGINA ?

MARCELO QUE PAGUE DO SEU BOLSO, SE QUISER Há 1 semana

MARCELO não tem nada em comprometer-se seja com o que for da área do Executivo, porque não são atribuições suas.
Se é para ficar bem na foto, que pague do seu bolso o enorme encargo que o ESTADO teria de suportar, ou melhor, todos nós da n/ algibeira, com esta exigência dos profs.

Anónimo Há 1 semana

Por muito apoio que tenha Marcelo, já começa a ser incompreensível a sua atitude de estar sempre a intrometer-se na política do Governo, quando segundo a constituição é o Governo que tem o dever de Governar. Assim sendo não se entende que Marcelo se intrometa entre os contestatários e o governo.

eleitor Há 1 semana

Sr. Presidente ; a solução para esta classe profissional , e de propor ao Governo que se construa escolas de proximidade para cada professor(a) e de importar crianças de outros Países para as rechear !..........ou outra solução , exercerem outra profissão por exemplo !

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