Política Presidente da República veta novo Estatuto dos Militares da GNR

Presidente da República veta novo Estatuto dos Militares da GNR

O Presidente da República diz-se "preocupado" pela diversidade de regimes, entre militares - da GNR e Forças Armadas -, o que "pode criar problemas graves no seio das duas instituições, ambas militares e essenciais para o interesse nacional".
Presidente da República veta novo Estatuto dos Militares da GNR
Miguel Baltazar
Lusa 14 de março de 2017 às 17:13
O Presidente da República vetou hoje o novo Estatuto dos Militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), considerando que a possibilidade de promoção ao posto de brigadeiro-general "pode criar problemas graves" à GNR e às Forças Armadas.

Este veto - o quarto desde que Marcelo Rebelo de Sousa é Presidente da República - foi divulgado na página da Presidência da República, através de uma nota na qual se lê que "o Presidente comunicou ao primeiro-ministro por escrito o sentido do veto", e que reproduz essa mensagem.

"O artigo 208.º do Estatuto dos Militares da GNR consagra agora uma condição especial de promoção ao posto de brigadeiro-general, que traduz regime muito diverso dos vigentes nas Forças Armadas e na própria GNR. Esta diversidade de regimes, entre militares, em matéria particularmente sensível, ademais cobrindo universo limitado de potenciais destinatários, pode criar problemas graves no seio das duas instituições, ambas militares e essenciais para o interesse nacional. O que preocupa, a justo título, o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas", refere essa mensagem.



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comentários mais recentes
pertinaz Há 1 semana

JÁ ME APAGARAM MAIS UM COMENTÁRIO ... 4 VETOS NO TEMPO DO CAVACO JÁ ERAM MOTIVO PARA UMA REVOLUÇÃO ...

Anónimo Há 1 semana

Se querem poupar dinheiro enviem a GNR para o exercito e os seus elementos sejam juntos á PSP com os Postos Territoriais.

Anónimo Há 1 semana

Ninguém sabe o que é a GNR. Se é uma organização militar ou policial. Tem andado aos impurrões durante muitos anos. O exercito não quer largar a GNR porque lhe dá muito dinheiro e vai contentando os oficiais da Força Policial, que já chegam a Coronel e antes do 25 de Abril não passavam de capitão.

manuel pereira Há 1 semana

GNR E forças armadas equiparadas...?Se a GNR levar a questão á letra e ficar nos quarteis a coçar as micoses nas messes estamos feitos em matéria de segurança publica.

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