Conjuntura Presidente do CDS-PP alerta que' rating' ainda não subiu e que dívida pública deveria estar mais baixa

Presidente do CDS-PP alerta que' rating' ainda não subiu e que dívida pública deveria estar mais baixa

A presidente do CDS-PP alertou hoje que apesar de a agência de notação financeira Moody´s ter anunciado uma melhoria da perspectiva sobre a dívida pública portuguesa, passando de estável a positiva, ainda não houve uma subida de 'rating'.
Presidente do CDS-PP alerta que' rating' ainda não subiu e que dívida pública deveria estar mais baixa
Miguel Baltazar
Lusa 02 de setembro de 2017 às 13:36
"Tudo o que sejam notícias que permitam estar melhor nessa área, é positivo, mas noto que ainda não subimos de rating", disse Assunção Cristas, em Lisboa, em declarações dos jornalistas à margem de uma ação de pré campanha para as autárquicas.

A presidente do CDS-PP reagia assim à última informação da Moody´s anunciada na sexta-feira de mudar a sua perspetiva sobre a dívida pública portuguesa de estável para positiva, mantendo, por outro lado, o seu ‘rating’ em Ba1 (nível especulativo, vulgarmente chamado de ‘lixo’).

Para justificar a sua decisão, a agência de notação financeira mencionou três argumentos: "resiliência acrescida" do crescimento da economia em Portugal, perante a recuperação do investimento, a "contínua melhoria orçamental", que apoia a expectativa da Moody’s quanto à manutenção da consolidação orçamental e a redução dos riscos para o financiamento governamental.

Já a manutenção do ‘rating’ em Ba1, que ainda significa um ‘grau especulativo’, por contraposição ao ‘grau de investimento’, foi justificada pela dívida pública, "uma das mais elevadas da União Europeia", e do setor privado, bem como pelas "fraquezas do setor bancário".

Assunção Cristas considerou que três anos depois de a 'troika' ter saído de Portugal, a dívida pública deveria estar mais baixa do que está.

A dívida pública na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas) aumentou 0,1 mil milhões de euros até julho, face a junho, somando 249,2 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados na sexta-feira.

"Ontem saíram dados do Banco de Portugal que mostram que a dívida pública bateu um novo histórico e sentimos que há muito para fazer nesta área e o Governo não mostra estratégia clara, duradoura e sustentável no que se refere à diminuição da vida pública", disse Assunção Cristas.

A presidente do CDS-PP acrescentou que Portugal está com uma conjuntura favorável acompanhando assim o movimento da economia externa da Europa e devia agora aproveitar para resolver problemas estruturais como a dívida pública.

"Três anos depois de a ´troika´ sair se tivéssemos uma dívida pública a baixar hoje estaríamos melhor do que estamos. Temos de batalhar e exigir ao Governo que resolva este problema e que não ignore uma questão estrutural relevante", frisou Assunção Cristas.



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Falhaste em tudo não és credível,oportunista. 03.09.2017

Para quem falas eu ouço e não sou parvo,pago impostos fui roubado por o governo que fizestes parte,e ainda tenho que te aturar ao dizeres que ainda devemos muitos aos ladrões das offehores, vai de submarino e não voltes não tem nada para o nosso povo só miséria e demagogia e sensismo de Hipócrates.

Anónimo 03.09.2017

A crise da Creia do Norte apoiada pela China levará EUA virar ainda mais costas á OMC , impedir expansão comercial da China e provocar uma alteração radical na economia mundial.Portugal continua no lixo e medidas de saque ou desreguladas levarão a nova bancarrota.

A direi talha a coçar os nossos impostos 02.09.2017

È verdade se não houve-se roubos dos submarinos e offehores a divida era mais baixa,olha para os larápios dos nossos impostos.a que quadrilhas pertence o povo sabe e é sábio vai votar para correr com os ladrões incendiários.

Anónimo 02.09.2017

Se os juros estão a baixar, uma vez que os títulos de dívida estão a apreciar no seu preço (a famosa relação inversa entre taxa de juro da dívida e o preço dos títulos no mercado secundário), é porque existe mais confiança por parte dos credores/investidores. Assim, eles compram mais dívida e mais facilmente essa dívida é colocada pela República Portuguesa. O recurso ao sobreendividamento por parte da República fica muito facilitado. Se as políticas são marcadamente despesistas, inclusivamente de índole anarco-sindicalista, assentes na defesa inalienável do excedentarismo de carreira, quer o Estado invista ou não invista em capital com grande incorporação de tecnologia económica e eficiente que poupa grandemente em factor trabalho, esse sobreendividamento vai ser desbaratado e essencialmente mal usado para única e exclusivamente originar um novo pedido de resgate ao FMI e à UE, que mais uma vez irão sugerir reformas económicas e outras medidas que Portugal se mostra relutante em fazer.

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