Europa Presidente do Conselho Europeu admite divergências com Trump

Presidente do Conselho Europeu admite divergências com Trump

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, admitiu hoje que a reunião mantida em Bruxelas com o presidente norte-americano, Donald Trump, permitiu constatar pontos de concordância em várias áreas, mas também de discordância noutras, como clima, comércio e Rússia.
Presidente do Conselho Europeu admite divergências com Trump
Lusa 25 de maio de 2017 às 11:28

"Durante a minha reunião com o presidente Trump discutimos política externa, segurança, clima e relações comerciais. Sinto que estivemos de acordo em muitas áreas, acima de tudo no combate ao terrorismo, e estou certo de que não tenho que explicar porquê. Mas alguns assuntos mantêm-se em aberto, como o clima e o comércio", começou por dizer, numa curta declaração aos jornalistas.

 

"E não estou 100% seguro de que nós possamos dizer hoje -- e por 'nós' quero dizer o senhor presidente (dos EUA) e eu próprio - que tenhamos uma posição comum, uma opinião comum sobre a Rússia, embora, no que diga respeito ao conflito na Ucrânia, pareça que estamos na mesma linha", acrescentou.

 

Tusk indicou que a sua "principal mensagem" ao presidente norte-americano foi que aquilo que dá à cooperação e amizade transatlântica "o seu significado mais profundo são os valores fundamentais ocidentais como a liberdade, os direitos humanos e o respeito pela dignidade humana".

 

"A maior tarefa hoje é a consolidação do mundo livre em torno desses valores, e não apenas de conveniências. Valores e princípios primeiro. Isso é o que nós e a América deveríamos estar a dizer", concluiu.

 

Tusk falava após um curto encontro que juntou na sede do Conselho Europeu o presidente norte-americano e os presidentes das instituições europeias, incluindo o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

 

Desde que ocupa a Casa Branca, esta foi a primeira reunião de Trump com os líderes da UE, e teve lugar à margem da cimeira de chefes de Estado e de Governo da NATO, o motivo da deslocação do presidente norte-americano a Bruxelas.

 

À margem da cimeira da Aliança Atlântica, Tusk e Juncker têm ainda previstos para hoje reuniões bilaterais com o presidente francês, Emmanuel Macron (que, tal como Trump, também se "estreia" hoje em Bruxelas, tanto ao nível da UE como da NATO), e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

 

Portugal está representado na cimeira da NATO pelo primeiro-ministro, António Costa, que se faz acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes.

 


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mais votado Anónimo Há 3 dias

Estou a ver que a UE ja' ultrapassou os EUA tanto economicamente como militarmente, e por isso tem o direito de se impor as politicas do Trump, porque afinal ele ganhou a presidencia dos EUA com os votos dos Russos e nao com os do povo americano; nao seria interessante o Trump concretizar uma idealizada cooperacao com a Russia, e deixasse a geringonca europeia a falar sozinha??

comentários mais recentes
Hipócrates dos Falcões da UE e dos EUA Há 3 dias

Como é que ele quer acabar com terrorismo,na pratica é uma treta,bem da Palestina a vender arma que vão parar aos terroristas os tais moderados que cortam cabeças e vão para o paraíso na UE com as 72 virgens.

Anónimo Há 3 dias

Estou a ver que a UE ja' ultrapassou os EUA tanto economicamente como militarmente, e por isso tem o direito de se impor as politicas do Trump, porque afinal ele ganhou a presidencia dos EUA com os votos dos Russos e nao com os do povo americano; nao seria interessante o Trump concretizar uma idealizada cooperacao com a Russia, e deixasse a geringonca europeia a falar sozinha??

Conselheiro de Trump Há 3 dias

Se eu ja vi,para alem de conselheiro sou um ze ninguem:Trump nao actua como presidente mas como empresario.Um bom empresario puxa a axa para a sardinha dele.

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