Presidente do ACP processa governantes de Sócrates por gestão danosa
05 Maio 2012, 15:42 por Lusa
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O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, disse hoje à Lusa que o objetivo do processo contra três antigos governantes por alegada má gestão nas SCUT é "chegar à verdade .
De acordo com a notícia avançada hoje pelo jornal 'i' e pelo Expresso, o ACP entregou uma participação criminal no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) contra Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça por alegada gestão danosa nas negociações dos contratos das SCUT. “Eu quero que se chegue à verdade e que as pessoas que fizeram uma gestão danosa para os portugueses sejam castigados por isso. Se efetivamente as coisas correram mal os portugueses têm obrigação de saber”, disse Carlos Barbosa, contactado hoje pela agência Lusa. Para o presidente do ACP, os “políticos devem ser castigados como os gestores de uma empresa”.Contactado pela agência Lusa, Mário Lino escusou-se a comentar a queixa apresentada pelo ACP. A Lusa tentou também contactar Paulo Campos e António Mendonça, mas tal não foi possível até ao momento. O presidente do ACP diz acreditar na justiça portuguesa e mantém a confiança de que o DIAP vai fazer uma investigação "cuidada e rigorosa" e chegar a conclusões de uma forma "célere". Na queixa apresentada, o ACP refere que os antigos governantes sabiam que estavam a violar regras de controlo e gestão racional quando optaram pelas parcerias publico-privadas sem terem feito estudos prévios, contribuindo para a má gestão dos bens públicos. Em causa estão os contratos das antigas SCUT no Interior Norte, Beira Alta e litoral, Grande Porto, Litoral centro e Grande Lisboa.O ACP quer que se apurem todos os responsáveis e pede ao DIAP que exija ao Governo todos os documentos relativos a estes processos e que não lhes foram disponibilizados.O ACP quer também que sejam ouvidos, como testemunhas, economistas e especialistas em transportes, como Medina Carreira, João Duque, ou o vereador da câmara de Lisboa Nunes da Silva. “Os automobilistas e todos os portugueses estão a ser altamente prejudicados pelas negociações que foram feitas”, sublinhou ainda Carlos Barbosa, lembrando que as SCUT foram criadas para o desenvolvimento das regiões e maior mobilidade das pessoas.
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