Economia Presidente do banco central da Irlanda: Grécia sair do euro "não seria fatal"

Presidente do banco central da Irlanda: Grécia sair do euro "não seria fatal"

Um abandono do euro pela Grécia teria um efeito "desestabilizador" sobre a união monetária, mas "não seria necessariamente fatal", afirmou hoje o governador do banco central da Irlanda, Patrick Honohan.
Lusa 12 de Maio de 2012 às 17:18
Durante uma conferência na capital da Estónia, Honohan disse que a saída da Grécia seria "tecnicamente" possível de gerir, embora tivesse consequências sobre a confiança na moeda única."[A saída da Grécia] não é necessariamente fatal, embora não seja uma perspetiva atraente", disse Honohan, citado pela agência de notícias financeiras Bloomberg.

Honohan é membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE). O vice-governador do banco central da Suécia, Per Jansson, disse na sexta-feira que os bancos centrais da Europa estão a discutir entre si a resposta a uma eventual saída da Grécia da zona euro.

Também na sexta-feira, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, disse que "os riscos de contágio a outros países são agora menores" e que a zona euro "no seu conjunto está mais resistente". Essas palavras foram hoje repetidas quase na íntegra pelo euro comissário dos Assuntos Económicos Olli Rehn, que afirmou em Tallin que a Europa "está obviamente mais resistente que há dois anos" às consequências de um país sair do euro.

A Grécia atravessa uma grave crise económica a que se acrescenta o impasse político resultante das eleições do domingo passado. Nenhum dos três partidos mais votados nestas eleições conseguiu formar governo; o Presidente grego está hoje em reuniões com representantes dos partidos para tentar formar um executivo unitário e evitar a convocação de novas eleições.

Numa sondagem hoje divulgada pelo diário grego To Vima, 78% dos inquiridos manifestavam-se favoráveis a que a Grécia permaneça na zona euro. Dos 1008 inquiridos pela sondagem, só 12,6% defendiam que a Grécia devia regressar ao dracma.



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Anónimo 14.05.2012

Regards.fr : É preciso sair agora do euro?

Jacques Généreux : Tudo o que digo não parece possível no quadro europeu e um número importante de pessoas sérias defende a saída do euro. Há outras vias para além do nacionalismo, frequentemente neo-fascista, ou da abdicação frente ao neoliberalismo. Nós desejamos manter-nos no quadro europeu a partir do qual vieram contributos importantes em termos de ambiente, de segurança, de desenvolvimento económico, de progresso social, de bens públicos. Somos internacionalistas e portanto pelo reforço da cooperação entre os povos. Há uma via para fazer mudar as coisas na União Europeia: a subversão a partir de dentro. Permanecemos dentro e desobedecemos de maneira muito educada e diplomática: prevenimos os outros governos que, em conformidade com o mandato do povo francês, nós não vamos respeitar um certo número de tratados e de directivas europeias. Arriscamo-nos a medidas de retaliação? Não, existem muitas condições para entrar na União Europeia mas nenhuma para dela ser excluído. Se um único país decide retomar em parte o controlo do seu banco central, se proíbe alguns produtos financeiros, e se retoma o controlo parcial dos movimentos de capitais, em síntese, se decide proteger-se da especulação, isso muda tudo para a França e para a Europa. Os países vizinhos verão que, sem sair do euro, sem drama, podemos proceder de outra forma para resolver a crise. Os gregos, os portugueses, os irlandeses deixarão de aceitar a austeridade e despedirão os actuais governos. A partir desse momento teremos uma revolução através do voto que desembocará numa verdadeira renegociação dos tratados europeus e das directivas.

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