Economia Primeiro comboio chinês de mercadorias chegou a Londres

Primeiro comboio chinês de mercadorias chegou a Londres

Foram mais de 15 dias de caminho para percorrer 12 mil quilómetros, trazendo 44 contentores carregados de produtos chineses. Via férrea ganha espaço como alternativa mais económica aos transportes aéreo e marítimo.
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Negócios 18 de janeiro de 2017 às 18:10
Foram mais de 15 dias de caminho sobre os carris, que terminaram esta quarta-feira, com a chegada a Londres. O primeiro comboio de mercadorias chinês a fazer o percurso China-Londres marca uma nova alternativa no transporte de bens, e tem sido aposta estratégica do governo chinês.

Quando saiu de Yiwu, na parte oriental da China, a poderosa locomotiva puxava 44 contentores, com material destinado à Europa ocidental. Destes, dez foram descarregados na Alemanha, com os restantes 34 a terem honras de recepção oficial em Barking, Londres.

A carga é variada mas consiste principalmente de roupas, malas e bens para o lar, produtos que a China há muito exporta para o Reino Unido. A novidade aqui é a forma como o transporte chega, substituindo os mais habituais aviões e navios de longo curso. 

A Yiwu Timex Industrial Investments, que explora esta rota para os caminhos de ferro chineses, avança com números interessantes, segundo a BBC: por comboio, esta viagem custa metade do que se fosse feita de avião e demora menos duas semanas do que a alternativa marítima (que ainda assim fica mais barata e é considerada ambientalmente menos poluente). Outras fontes divergem destes números, embora salientando que sai sempre mais barato que o avião e mais rápido que o navio.

O evento desta quarta-feira marca o ponto alto da estratégia definida pelo presidente chinês, Xi Jiping, referida publicamente pela primeira vez há mais de três anos. O programa "One Belt, One Road" (OBOR), enunciado por Jiping no Cazaquistão - país atravessado por esta rota -, "é um grande projecto, e beneficiará todos os países na rota".

Xi Jiping, que esta semana surgiu em Davos como a improvável voz da defesa da globalização e do livre comércio, pretende assim recriar a mítica "Rota da Seda", que unia o Oriente aos principais mercados europeus. A rede foi sendo expandida, com Londres a ser a décima quinta cidade a servir de destino ao comboio chinês.

A viagem, que para já está em fase de teste para perceber a aceitação por parte das empresas britânicas, é também um desafio técnico. Foram usadas várias locomotivas e vagões, uma vez que há diferentes especificações técnicas dos carris em alguns dos oito países atravessados, nomeadamente em alguns países da Europa de Leste.   
 

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comentários mais recentes
jose almeida 18.01.2017

O planeta agradece!

Anónimo 18.01.2017

A china não deixa comprar jogadores por causa de não deixar sair divisas, mas quer este modelo de GLOBALIZAÇÃO para exportar os seus produtos. Penso quem o vai ensinar é Sr. Trump que não se vai deixar levar.
Devemos aprender com esta gente porque são VISIONÁRIOS.

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