Economia Primeiro-ministro britânico abre a porta a referendo sobre permanência na União Europeia

Primeiro-ministro britânico abre a porta a referendo sobre permanência na União Europeia

O primeiro-ministro britânico abriu a porta à realização de um referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), num artigo hoje publicado pelo jornal "The Sunday Telegraph".
Lusa 01 de Julho de 2012 às 17:03
No texto, David Cameron mostra-se partidário de uma consulta à população sobre este assunto polémico, que divide os conservadores, quando o Reino Unido analisa o que lhe interessa e o que não tem interesse para o país na UE.

O chefe do Governo defende que é necessária uma "paciência tática e estratégica" já que a UE atravessa uma fase de mudanças profundas e o país deve garantir a defesa dos seus interesses, principalmente o acesso ao mercado único.

"Como nação comercial, o Reino Unido necessita de acesso direto aos mercados europeus e de ter voz acerca da forma como as regras desses mercados se escrevem", defendeu o líder conservador, para quem o principal interesse britânico na Europa é o potencial comercial.

David Cameron garantiu não estar de acordo com aqueles - principalmente dentro do Partido Conservador - que querem sair imediatamente da UE e reclamam um referendo imediato sobre a permanência, o que "não é do interesse do país".

Por outro lado, avisa que um resultado a favor de ficar na UE também fecharia a porta a longo prazo para os defensores do fim dos vínculos com a Europa.

O primeiro-ministro britânico mostra-se partidário de "renegociar" a relação com os parceiros europeus e insiste na ideia de que o Reino Unido deve estar presente nas negociações dos novos acordos relacionados com a crise do euro, de modo a defender os seus próprios interesses.

O líder está a ser pressionado pelo grupo eurocéptico do seu partido e alguns deputados escreveram uma carta a pedir-lhe para convocar um referendo sobre a UE.






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Alberto Ferreira 03.07.2012

O reino Unido deveria ao mesmo tempo solicitar aos USA cabos suficientemente fortes para os rebocarem para a sua costa. Só assim ficaríamos aliviados da sua presença. É a nossa mais antiga aliança, mas sempre que nos vieram ajudar... tiveram que ser escorraçados, porque são piores que sanguessugas.

Anónimo 02.07.2012

O Reino Unido essa falido a situação lá esta pior que a da Grecia mesmo, toda a situação da City e artificial !!!!!
Quando começarem a ver os buracos e que vão ser elas , por isso e que eles não querem uma entidade reguladora do sector bancário, quando ela estivesse a funcionar todos os podres viriam a lume !!!!!

E ate e bom que eles saím de uma vez ,mas que depois se saírem não venham pedr batatinhas, para voltar a entrar!!!!

Analista internacional 02.07.2012

Os ingleses tentaram mandar bitaites sobre o euro. O Sarkosy na altura chegou a dizer ao Cameron que o problema não era dele, portanto devia estar calado.
Os ingleses perceberam já, que quem comanda a Europa actual é a Alemanha aliada à França. Como eles nunca gostaram nem de uns nem de outros, e não tendo peito para os enfrantar, acham por bem afastarem-se de um processo que não dominam. Será de facto melhor para toda a UE.

abelavida 02.07.2012

Quem anda por aí com estratégias obscuras para poder aparecer em certos momentos não faz cá falta.
Ou se está ou não se está.
Portanto que avançem com esse referendo e em simultaneo com um da adesão ao Euro

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