Ambiente Imamat Ismaili doa 100 mil euros para a rearborização da Mata de Leiria

Imamat Ismaili doa 100 mil euros para a rearborização da Mata de Leiria

O Imamat Ismaili, instituição liderada pelo príncipe Aga Khan, anunciou esta quinta-feira que vai oferecer 100 mil euros para a rearborização da Mata Nacional de Leiria, uma das zonas mais afectadas pelos incêndios do Verão em Portugal.
Imamat Ismaili doa 100 mil euros para a rearborização da Mata de Leiria
O príncipe Aga Khan durante a visita a Portugal em Maio de 2016, aqui num encontro com Marcelo Rebelo de Sousa
Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República
Lusa 23 de novembro de 2017 às 18:37

Segundo o comunicado enviado hoje para a comunicação social, o donativo foi anunciado hoje durante as comemorações do Dia do Imamat, que juntou centenas de pessoas na sede mundial da comunidade, em Lisboa.


"Este projecto de rearborização foi organizado em colaboração com o Ministério da Agricultura, que irá agora concretizá-lo através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, entidade responsável por identificar a área que será abrangida pelo mesmo, devendo a totalidade do processo decorrer entre Janeiro e Março do próximo ano", pode ler-se na nota.

Em Junho, o líder da comunidade ismaelita, Aga Khan, doou meio milhão de euros para apoiar as vítimas dos incêndios em Pedrógão Grande, verba que, segundo o comunicado, "já foi distribuída na sua quase totalidade".

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de Outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

A Mata Nacional de Leiria foi a maior superfície ardida, com quase 9.476 hectares destruídos (86% do total).

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em Junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

(título e entrada da notícia corrigidos pela Lusa às 00:20 de 24 de Novembro)



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fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 2 semanas

ANDAMOS SEMPRE A PEDIR ESMOLAS PARA SUSTENTAR VIGARISTAS E CIGANADA E PRIVILEGIADOS A IREM PRA REFORMA AOS 60 ANOS SEM CORTES

Anónimo Há 2 semanas

Se as entidades responsáveis não tomarem decisões, Portugal vai voltar a arder e mais pessoas a morrer.

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