Função Pública Professores mantêm greve desta quarta-feira

Professores mantêm greve desta quarta-feira

No final de uma reunião com o Governo, Mário Nogueira afirmou que não há razões para desconvocar a greve marcada para esta quarta-feira.
Professores mantêm greve desta quarta-feira
Catarina Almeida Pereira 14 de novembro de 2017 às 18:54
Uma reunião com o Governo não foi suficiente para fazer a Fenprof recuar na greve de professores marcada para esta quarta-feira.

"A greve amanhã vai fazer-se. Será do nível de participação na greve que poderá conseguir-se, dentro de dias, aquilo que para nós é essencial no âmbito do descongelamento de carreiras", disse, no final de uma reunião com o Governo, em declarações transmitidas pela RTP3.

Em causa está a forma de realizar o descongelamento de carreiras. O Governo não quer considerar o tempo de trabalho prestado entre 2011 e 2017.

Mário Nogueira admite que a reunião prossiga ainda esta terça-feira ou na quinta-feira, mas apela à participação na greve, que considera relevante para que as reivindicações de professores sejam consideradas.

"Não ficou fechada a porta da recuperação" do tempo, disse.

Segundo Mário Nogueira o Governo não transigiu na questão que para os professores é fundamental, a contagem do tempo de serviço, que os professores exigem e o Governo não quer fazer.

 

De acordo com Mário Nogueira, citado pela Lusa, o Governo usou argumentos jurídicos para justificar essa decisão e o sindicato respondeu com "o direito das pessoas de recuperar o tempo de serviço que cumpriram".

 

A Fenprof disse, está disponível para uma reposição faseada desse tempo mas após tantas horas de reunião "o Governo considera que não seria correto recuperar os anos que os professores perderam", tendo o Ministério das Finanças procurado "provar que esse tempo de serviço não podia ser recuperado".

 

"E isso para nós é inaceitável. Vamos amanhã fazer uma grande greve, do nível de adesão resultará a decisão do Governo", disse Mário Nogueira, acrescentando que "o plano jurídico é uma coisa e o plano político é outra".

 

Mário Nogueira salientou que "não foi fechada a porta das negociações" com o Governo, que podem continuar já na quinta-feira, mas reafirmou que será "determinante" o que acontecer na greve e manifestação em frente da Assembleia da República.

 

José Alberto Marques, presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e da direcção da Fenprof, disse à Lusa que houve da parte das secretárias de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, e da Administração Pública, Maria de Fátima Fonseca, grande abertura para a continuação do debate sobre estas matérias.

 

O sindicalista salientou que a não contagem do tempo de carreira afeta professores nalguns casos em 15 anos, e disse que por saber que satisfazer as exigências dos sindicatos tem um impacto no OGE é que a Fenprof propõe um faseamento que pode ir até quatro anos.

 

Um docente com 30 anos de serviço, exemplificou, pode estar agora a passar para o quinto escalão quando devia estar no nono. E vai ganhar mais 90 euros quando devia ganhar 10 vezes mais.


(Notícia actualizada às 20:15 com mais informação)



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As Greves Políticas PCP BE PSD Há 1 semana

A Solução terá de Passar por Acabar com a Função Pública, já que são Usados por todos os Partidos Políticos para derrube de Governos, prejudicam o País, as Famílias,as Crianças,o Ensino, Resultando cada vez um Maior Diferencial entre Função Pública,e Restante Sociedade.

Anónimo Há 1 semana

É um pouco caricato. No tempo dos PAFS n faziam tantas greves. Já sabiam q nada levavam. Pelo contrário ainda lhes tiravam mais ou mandavam-nos emigrar.

judas a cagar no deserto Há 1 semana

Ena pá, desta vez a greve não é à 6ª feira ?

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Tugas Palermas Há 1 semana

Quem é a gaja que está na foto atrás do Sr Ministro da Educação ?

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