Função Pública Professores marcam greve nacional para 15 de Novembro

Professores marcam greve nacional para 15 de Novembro

O principal motivo de protesto dos professores, neste momento, está relacionado com o descongelamento das carreiras e a contagem do todo o tempo de serviço.
Professores marcam greve nacional para 15 de Novembro
Lusa 03 de novembro de 2017 às 12:25
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou hoje uma greve nacional para 15 de Novembro e apelou aos docentes para se concentrarem no Parlamento nesse dia, durante a discussão do Orçamento de Estado para o sector.

"É importante os professores estarem unidos para fazerem uma tremenda greve e uma grande concentração junto à Assembleia da República no dia em que vai estar em discussão o Orçamento da Educação", afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, durante uma conferência de imprensa, em Lisboa.

O dirigente sindical apelou também à participação dos professores na manifestação nacional que a CGTP vai realizar no dia 18, em Lisboa.

 

O principal motivo de protesto dos professores, neste momento, está relacionado com o descongelamento das carreiras e a contagem do todo o tempo de serviço, continuando também em cima da mesa reivindicações relativas aos horários de trabalho e a um regime especial de aposentação.

 

Mário Nogueira contestou as declarações que o primeiro-ministro, António Costa, proferiu na quinta-feira no parlamento, quando referiu que a progressão dos professores assenta exclusivamente no tempo, enquanto outras carreiras da administração pública têm uma valoração do mérito.

 

"O primeiro-ministro revelou uma ignorância completa sobre as carreiras dos professores", declarou Mário Nogueira, acrescentando que os docentes têm avaliação de desempenho, que reconhece ou não o mérito: "A única diferença, face a outras carreiras, é que a nossa carreira não converte em pontos os anos".

 

De acordo com a Fenprof, os professores estão três a quatro escalões abaixo do que deveriam estar e estão dispostos a negociar uma reposição faseada.

 

"O que é certo é que os professores não negociaram o processo de descongelamento das suas carreiras, o que é ilegal e gravíssimo, tanto mais que o governo pretende apagar da carreira dos professores mais de nove dos últimos 12 anos, precisamente aqueles em que os professores foram já muito penalizados", alega a Fenprof num comunicado divulgado na véspera da conferência de imprensa.

 

A estrutura sindical tem também convocada uma greve a partir de segunda-feira, até ao final do primeiro período, para as actividades lectivas "irregularmente ou inadequadamente" inscritas na componente não lectiva dos horários dos professores, tais como apoios escolares e projectos diversos desenvolvidos com os alunos. Os sindicatos pretendem que todas as actividades directamente desenvolvidas com os alunos sejam consideradas na componente lectiva do horário docente.

 

Mário Nogueira admitiu hoje que esta greve pode ser prolongada pelo segundo período lectivo.




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Mr.Tuga Há 2 semanas

A malta imbecilizada tuga anda distraída com xad`s e chutadoiris de boila e com os futeboleiros da seLIXOão e FPFuitibois e parolada e parasitas que gravitam a volta dessa TRAMPA, e estes FP aproveitam para ir abrindo as pernas do CONTRIBUINTE!!!
Tudo normal nesta POCILGA ATRASADA!

fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 2 semanas

esta classe julgam-se tugas de 1ª agua

vão pra reforma com media de 2.500 e nem 36 anos de serviço/descontos

haja verognha

Lopes Há 2 semanas

O Nogueira está preparado para vir outra vez com o paleio de que "somos todos bons". Foi assim que ele da outra vez entalou quem lecciona. É que já nessa altura havia vontade de distinguir os professores que dão aulas dos que não dão. E é justo pois os que não dão aulas já têm o respectivo prémio. Todos sabemos que os cargos que permitem fugir à sala de aula são prémio que decorrem do que os Partidos dão. Não, não há mérito, nem para cargos como sindicalista é exigido currículo relevante, nem para assessor, nem para adjunto. Nem sequer aos coordenadores de biblioteca é exigido curso de bibliotecário. Para estes cargos é ter ficha no Partido e toca a andar porque somos todos "muita" bons!

Anónimo Há 2 semanas

Éeeeeee.... VIVA VIVA VIVA VIVA.... uma greve sem ser às sextas feiras... realmente era uma vergonha às sextas feiras! já não dava mesmo para disfarçar mais o que realmente pretendiam. Agora vamos ver a adesão que vão ter... ahahahahahah... e aí lá voltam as sextas feiras!

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