Ambiente Proprietários privados têm "até 15 de Março" para limpar aldeias

Proprietários privados têm "até 15 de Março" para limpar aldeias

Os proprietários privados têm "até 15 de Março" para limpar as áreas envolventes às casas isoladas, aldeias e estradas e, se não o fizeram, os municípios terão "até ao final de maio" para proceder a essa limpeza.
Proprietários privados têm "até 15 de Março" para limpar aldeias
Manuel Azevedo/Cofina Media
Lusa 23 de novembro de 2017 às 12:51

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, reconheceu hoje no debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018) que há "imenso trabalho para fazer" em matéria de incêndios, defendendo que isso passa desde logo por "aproximar a prevenção do combate" para "fazer prevalecer nas populações um sentimento e uma cultura de segurança que não tem havido até hoje".

 

"Para isso, queremos que, até 15 de Março próximo, os proprietários privados tenham todas as áreas envolventes às aldeias, às casas isoladas, aos parques empresariais e mesmo na envolvente às estradas os seus espaços limpos de vegetação facilmente consumível pelo fogo, como os eucaliptos, os pinheiros, as giestas e as acácias", disse o secretário de Estado.

 

José Artur Neves adiantou que vai ser feita "uma listagem" para que "todos saibam o que têm de limpar" e que terá a preocupação de manter "as espécies autóctones, como carvalhos ou castanheiros", uma operação que o secretário de Estado admitiu que irá "obrigar a uma grande publicitação" e ao "acompanhamento permanente de vários agentes".

 

No entanto, o governante atribuiu também responsabilidades nesta matéria às autarquias: "Caso alguns proprietários - por desconhecimento ou por algum laxismo - não o façam, entrarão os municípios a desenvolver esse trabalho de modo a que, no final de maio próximo, tenhamos as aldeias seguras, os espaços verdes seguros, as estradas seguras, as matas seguras e os corredores dos gasodutos também seguros".

 

Ainda relativamente aos incêndios, o PS apresentou uma proposta de alteração para que o OE2018 inclua uma dotação centralizada no Ministério das Finanças para despesas com indemnizações, apoios, prevenção e combate aos incêndios, no valor global de 186 milhões de euros, dos quais 62 milhões são para "indemnizações decorrentes das mortes das vítimas dos incêndios florestais" de Junho e de Outubro.

 

Ora, o CDS quer que esta proposta inclua também os feridos graves destes incêndios e o deputado Nuno Magalhães apelou aos socialistas para que incluam também estas vítimas na sua proposta de alteração.

 

Sobre esta matéria, o PS nada disse e o secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, afirmou apenas que "é sabido que a curtíssimo prazo estas situações estarão resolvidas".

 

Quando promulgou o diploma do parlamento que estabelece medidas de apoio às vítimas dos incêndios de Junho, o Presidente da República deixou ressalvas e convidou à "reapreciação da matéria, em especial na parte respeitante aos feridos graves".

 

Depois disto, o primeiro-ministro disse que pretende alargar as indemnizações aos feridos graves dos incêndios, como defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.

 

"Já temos um sistema muito célere de apoio às vítimas mortais e a nossa intenção é alargar esse mecanismo aos feridos graves, visto que a comissão que foi constituída está em condições de, nas próximas duas semanas, concluir o relatório, apresentando os critérios das indemnizações das vítimas mortais e de fazer o mesmo em relação aos feridos", disse o primeiro-ministro.

 




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comentários mais recentes
eleitor Há 3 semanas

Acho bem...........mas que os Municípios , Juntas e Governo dêem o exemplo também!

Anónimo Há 3 semanas

Aí vem a GNR espalhar o terror à porta dos lares ameaçando os velhinhos com multas. A nódoa do Capoulas como não conseguiu o roubo de terrenos agora vem sacar multas.

Anónimo Há 3 semanas

A ideia é boa, mas quem devia intervir de imediato eram as câmaras municipais. Quem conhecia os terrenos eram os "antigos". Os "novos" não sabem distinguir um carvalho de um castanheiro, nem conhecem os caminhos para chegar as terras (cheias de silvas/gestas) e nem conhecem os limites das terras.

Anónimo Há 3 semanas

não sabia que os eucaliptos, pinheiros eram vegetação, sempre pensei que fossem árvores

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