Economia Protecção Civil volta a admitir aumento do número de mortos

Protecção Civil volta a admitir aumento do número de mortos

Patrícia Gaspar admite que o número de mortes, que nesta altura se cifra em 32, poderá aumentar. A adjunta de operações revelou ainda que neste momento há 50 incêndios activos, 31 classificados como "importantes".
Protecção Civil volta a admitir aumento do número de mortos
Ricardo Reis
David Santiago 16 de outubro de 2017 às 16:38

No briefing realizado às 16:00 desta segunda-feira, 16 de Outubro, a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) reconheceu que, desde domingo, o número de mortes provocadas pelos incêndios poderá continuar a aumentar. Nesta altura há 52 mortes confirmadas, adiantou Patrícia Gaspar.

"Há ainda zonas onde os meios estão agora a chegar", começou por notar a responsável da ANPC que assume que é "preciso não fechar esta porta [a mais mortes], infelizmente". Em causa estão zonas com habitações "muito dispersas", em especial nas zonas de Viseu e Coimbra.

 

Além das vítimas mortais, neste momento estão já contabilizados 56 feridos, 16 destes em estado considerado grave, e sete pessoas desaparecidas. Estes números levam também Patrícia Gaspar a admitir como possível o registo de mais vítimas mortais.

 

A adjunta de operações da Protecção Civil revelou ainda que, das 263 ocorrências de incêndios, persistem activos 50 incêndios, 31 classificados como "importantes" e "sem sinais de que possam ser dominados nas próximas horas". E explicou que há apesar da existência de 18 meios aéreos disponíveis, apenas dois estão a operar devido a dificuldades de visibilidade.

 

Patrícia Gaspar revelou também que está activado o alerta vermelho para na "globalidade do país", estando "activos 20 planos municipais de emergência". Em termos meteorológicos são esperadas boas notícias para o final do dia e para a próxima noite com a expectativa de "precipitação".

 

Quanto ao planeamento que foi feito no que ao combate aos incêndios diz respeito, a adjunta da protecção Civil admite que "quando fizemos o planeamento, em Março, se soubéssemos que isto iria ser assim teríamos agido de forma diferente".




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