Ásia Protestos após destituição da Presidente da Coreia do Sul causam dois mortos  

Protestos após destituição da Presidente da Coreia do Sul causam dois mortos  

Duas pessoas morreram hoje, na sequência de manifestações na Coreia do Sul, horas depois da destituição pelo Tribunal Constitucional da Presidente sul-coreana, Park Geun-hye, informou a agência Associated Press.  
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Lusa 10 de março de 2017 às 07:42

Um responsável de um hospital disse que um homem de cerca de 70 anos morreu na sequência de ferimentos na cabeça, depois de cair de cima de um autocarro da polícia em frente ao Tribunal Constitucional, após a decisão, tomada por unanimidade, relativamente ao 'impeachment' da chefe de estado da Coreia do Sul.

 

A mesma fonte afirmou que o homem, que se estima ser apoiante de Park, estava a sangrar bastante quando chegou ao hospital e que morreu ao início da tarde (madrugada em Lisboa).

 

A polícia sul-coreana informou que uma segunda pessoa que estava a protestar contra a destituição de Park morreu, mas sem facultar mais detalhes.

 

Milhares de apoiantes de Park reagiram mal ao veredicto, gritando e atingindo os agentes da polícia com paus de bandeiras e foram para cima dos autocarros da polícia usados para criar um perímetro de segurança para proteger o tribunal.

 

Park Geun-hye é suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências que envolve uma amiga confidente.

 

O Ministério Público considera que Park Geun-hye teve um papel "considerável" no caso e acusou formalmente a amiga Choi Soon-sil e dois antigos assessores presidenciais, indicando que Park cooperou com Choi e os outros dois ex-colaboradores, que são suspeitos de terem pressionado mais de 50 empresas do país a doar 65,7 milhões de dólares (62 milhões de euros) a duas fundações.

 

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem que realizar eleições presidenciais no prazo inferior a 60 dias.

 

O escândalo "Choi Soon-sil Gate" reduziu a taxa de aprovação da Presidente a 5%, o valor mais baixo alguma vez alcançado por um chefe de Estado na Coreia do Sul desde que o país alcançou a democracia no final da década de 1980.

 




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Conselheiro de Trump 10.03.2017

Triste noticia nao pelas mortes mas pela ignorancia do povo.Quando e que o povo vai entender que tudo que gera a volta dum parlamento e so TEATRO.

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