Economia Próximo Governo tem borla de quase 1.000 milhões para o Orçamento de 2021

Próximo Governo tem borla de quase 1.000 milhões para o Orçamento de 2021

O Programa de Estabilidade prevê uma receita extraordinária de quase 1.000 milhões e euros a receber em 2021. Ajuda chega na próxima legislatura. 
Próximo Governo tem borla de quase 1.000 milhões para o Orçamento de 2021
Reuters
Marta Moitinho Oliveira 14 de abril de 2017 às 15:00

O Programa de Estabilidade prevê uma receita extraordinária de 948 milhões de euros para 2021, o último ano das projecções do Governo, na próxima legislatura. Esta ajuda será determinante para o cumprimento das metas europeias. 

 

"O aumento anormalmente elevado [de receitas de capital] em 2021 reflecte a devolução das restantes ‘pre-paid margins’ referentes ao segundo empréstimo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira", diz o documento publicado esta sexta-feira. No quadro com as medidas para os próximos anos esta receita é quantificada em 948 milhões de euros.

 

2021 é, aliás, o único ano em que aparecem identificadas medidas temporárias. 

 

Esta medida permite ajudar a melhorar a situação orçamental. Para esse ano está previsto um excedente orçamental de 1,3% do PIB, acima dos 0,4% projectados para o ano anterior. 

 

No entanto, sendo uma medida temporária, não conta para a correcção do saldo estrutural que desconta efeitos do ciclo económico e das medidas irrepetíveis. Ainda assim é para 2021 que está previsto um saldo estrutural que permite cumprir o objectivo de médio prazo fixado por Bruxelas a Portugal (0,25%). No documento, o Governo projecta um saldo estrutural igual a 0,3% do PIB.   

 

Esta não será a primeira vez que o Governo conta ajuda desta receita. Já em 2016 a redução do défice beneficiou de uma receita de 286 milhões de euros, também em resultado da devolução de uma margem de lucro que deixou de existir no que respeita aos empréstimos europeus. 




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mais votado Anónimo 15.04.2017

Estes perdões ou benesses facultadas pela União Europeia não podem ser motivo para se esquecerem todas as reformas que visem eliminar o excedentarismo e a rigidez do mercado laboral ao mesmo tempo que se criam as condições para aprofundar, fortalecer e dinamizar o mercado de capitais português (para os menos atentos, o mercado de capitais é o oposto ou um concorrente mais sustentável, transparente e justo do tradicional sistema bancário de retalho e do chamado mercado de dinheiro ou money market).

comentários mais recentes
Anónimo 15.04.2017

Estes perdões ou benesses facultadas pela União Europeia não podem ser motivo para se esquecerem todas as reformas que visem eliminar o excedentarismo e a rigidez do mercado laboral ao mesmo tempo que se criam as condições para aprofundar, fortalecer e dinamizar o mercado de capitais português (para os menos atentos, o mercado de capitais é o oposto ou um concorrente mais sustentável, transparente e justo do tradicional sistema bancário de retalho e do chamado mercado de dinheiro ou money market).

???? 15.04.2017

Oh ZE MARIA, mas você pensa que todos os partidos são como o PSD ? Pá, na esquerda poucos pode acusar. Já do lado da direita, seria necessaria uma RESMA de A4 para referenciar todos os nomes. Na esquerda impera a idoneidade. Já na direita a cultura que alastra por todo o lado é a da corrupção.

Zé Maria 15.04.2017

10% de luvas de 26 mil milhões de investimento público são 2.6 mil milhões. Os habituais corruptos do sistema já estão a festejar estas benesses.

joao 15.04.2017

estes PAF's ressabiados do DIABO (que não veio apesar de convocado) metem pena. Emigrem! (sigam o conselho do vosso grande lider o PPC). temos pena dos resultados superarem em TUDO a porcaria que vocês fizeram em q resolveram ZERO problemas (aliás acrescentaram + uns). Mas continuem a rezar . .

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