Política PS acusa Paulo Rangel de mentir e diz ser indigno aproveitamento político de tragédias

PS acusa Paulo Rangel de mentir e diz ser indigno aproveitamento político de tragédias

O PS considerou hoje "indigno" que Paulo Rangel tente tirar ganhos políticos da tragédia de Pedrógão Grande, acusando o eurodeputado do PSD de mentir porque o Governo não fez cortes, mas sim aumentou orçamentos em áreas centrais do Estado.
PS acusa Paulo Rangel de mentir e diz ser indigno aproveitamento político de tragédias
Bruno Simão
Lusa 01 de setembro de 2017 às 15:58
Na Universidade do Verão do PSD, hoje de manhã, o eurodeputado Paulo Rangel acusou o Governo de "dar com uma mão e tirar com a outra" e de "deteriorar o Estado" com "cortes brutais" que já causaram vítimas "e não foram poucas".

"Aquilo que Paulo Rangel diz é grave por duas razões: a primeira é que é pura e simplesmente mentira o que diz porque não houve qualquer corte, muito menos um corte brutal, na saúde, na educação ou na protecção civil", acusou o porta-voz do PS, João Galamba, garantindo que "os orçamentos nessas áreas cresceram todos", dados que "são públicos e facilmente comprováveis".

Por outro, "a tentativa de instrumentalização da tragédia de Pedrógão Grande para ganhos políticos" é, na opinião do socialista, "uma atitude indigna que resulta do desespero político em que o PSD se encontra".

"Ficamos hoje a saber que a Universidade de Verão do PSD se está a especializar em leccionar factos alternativos e indignidade política e escolheu um bom representante para isso porque Paulo Rangel, em indignidade, já nos tem dado vários exemplos no passado e voltou a dá-los hoje", condenou.

De acordo com João Galamba, "os únicos cortes radicais nessas áreas foram feitos durante o Governo PSD/CDS que Paulo Rangel apoiou entusiasticamente".

O PSD, segundo o porta-voz socialista, "não tem discurso e como está desesperado dispara em todas as circunstâncias e sem olhar a meios".

"Essa tentativa de tirar dividendos políticos de mortes e de uma tragédia é um momento muito triste na democracia portuguesa e eu espero que o PSD saia desse registo rapidamente para bem de todos nós e do próprio PSD", apelou.

Para o dirigente socialista, esta tentativa de aproveitamento político do incêndio de Pedrógão Grande "tem sido a marca do PSD desde que tragédia aconteceu em Junho".

"Tivemos o caso dos suicídios, o caso da alegada lista com mortes escondidas e agora temos esta declaração de Paulo Rangel", recordou.

Na opinião do deputado do PS "é lamentável que o PSD se acantone nesse tipo de discurso, que é uma falta de respeito para com as pessoas, para com as vítimas e dá uma triste imagem de um partido que é um partido importante na democracia portuguesa".

"O que lamento é que, para cumprirmos as metas europeias e criar a tal ilusão do Estado salarial, tenhamos criado condições de deterioração, de degradação dos nossos serviços públicos essenciais que já causaram vítimas e não foram poucas, é isto que eu lamento", disse Paulo Rangel esta manhã, numa referência implícita às vítimas mortais (pelo menos 64) dos incêndios que começaram em Pedrógão Grande.



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mais votado Anónimo 01.09.2017

O que é preciso é que a folha salarial e de benefícios afectos aos inusitados direitos laborais adquiridos injustificáveis não pare de crescer. Nem a popularidade eleitoralista caça-votos... Investir em modernos e adequados bens de capital é secundário. Maquinaria, ferramentas apropriadas, equipamentos actualizados, consultadoria técnica especializada em regime de outsourcing quando tal se justifica pontualmente, está quieto. Racionalidade económica, análise custo-benefício, custos de oportunidade, gestão lean? O que é isso? Morrem pessoas em Portugal por causa do excedentarismo numa altura em que o investimento público em Portugal atingiu o nível mais baixo desde 1960, o que coincide precisamente com o mais acentuado e acelerado processo de substituição de factor trabalho por factor capital na história da humanidade. Só mesmo no Poortugal da já infame era da geringonça.

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Anónimo 01.09.2017

Não confio em políticos mas entre o galamba e o rangel, a escolha é óbvia. rangel.

Anónimo 01.09.2017

O que é preciso é que a folha salarial e de benefícios afectos aos inusitados direitos laborais adquiridos injustificáveis não pare de crescer. Nem a popularidade eleitoralista caça-votos... Investir em modernos e adequados bens de capital é secundário. Maquinaria, ferramentas apropriadas, equipamentos actualizados, consultadoria técnica especializada em regime de outsourcing quando tal se justifica pontualmente, está quieto. Racionalidade económica, análise custo-benefício, custos de oportunidade, gestão lean? O que é isso? Morrem pessoas em Portugal por causa do excedentarismo numa altura em que o investimento público em Portugal atingiu o nível mais baixo desde 1960, o que coincide precisamente com o mais acentuado e acelerado processo de substituição de factor trabalho por factor capital na história da humanidade. Só mesmo no Poortugal da já infame era da geringonça.

Anónimo 01.09.2017

O dinheiro que se desperdiça com empresas públicas com excesso de custos salariais como a CGD e a CP ou com o excedentarismo no sector público em sentido lato, dava para investir num bom sistema de segurança, identificação, alarme e video-vigilância nos paióis e arsenais portugueses assim bem como em meios aéreos adequados ao combate a fogos e em equipamento para limpar uma boa faixa de mata junto às estradas do nosso território e ainda sobrava muito dinheiro. Paga Zé, morre Zé.

Se o Galamba diz que: 01.09.2017

- O Rangel está a mentir significa que está a dizer a verdade;
- há tentativa de instrumentalizar a tragédia de Perdigão significa que o governo quer esconder e encobrir a sua incompetência e negligência;
- dividendos politicos significa fazer oposição.
Preocupado com o PSD?! Não me insultem.

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