Economia PS defende que há "confluência" de posições entre Presidente e Governo

PS defende que há "confluência" de posições entre Presidente e Governo

O líder parlamentar do PS considerou hoje essencial uma "retoma da confiança" nas instituições após os incêndios de domingo, e defendeu que tem existido uma "confluência" de posições entre o Presidente da República e o primeiro-ministro.
PS defende que há "confluência" de posições entre Presidente e Governo
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 19 de outubro de 2017 às 15:18
Carlos César falava aos jornalistas antes da reunião semanal da bancada do PS, numa declaração sobre os "múltiplos graves incidentes" no âmbito dos fogos florestais.

Carlos César sustentou que "retoma da confiança é mesmo aquilo que é necessário depois dos acontecimentos tão graves" registados no passado domingo, que "fragilizaram de forma muito significativa as instituições e a confiança das pessoas nas instituições políticas".

O líder parlamentar socialista identificou depois "um aspecto de grande confluência entre a declaração do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e as posições que têm sido assumidas pelo primeiro-ministro, António Costa.

"O senhor Presidente da República, para além de outros aspectos, falou - e muito bem - na necessidade de se iniciar um novo ciclo na abordagem destes temas que envolvem no seu conjunto o sistema de protecção civil. O senhor primeiro-ministro falou simultaneamente - aliás ainda antes do senhor Presidente da República - na necessidade de nada ficar como antes", referiu.

Na perspectiva de Carlos César, "essa confluência de posições, esse estado de espírito que comum é Presidência da República e ao Governo, é fundamental para marcar um novo tempo na abordagem desta problemática".

"A nossa reflexão conduz-nos à necessidade de se iniciar de forma renovada uma reforma intensa do nosso sistema de protecção civil. Sem prejuízo da constatação que está ao alcance de todos de que existiram falhas nos planos do comando e das operações, não há dúvida de que há uma deficiência estrutural no país que, em todos momentos e há muito, tem fragilizado a capacidade de reacção do dispositivo da protecção civil", advogou.

Neste contexto, o líder da bancada socialista elogiou a forma como decorreu o debate quinzenal de quarta-feira passada com a presença do primeiro-ministro, António Costa, defendendo a tese de que melhorou a "percepção das deficiências" e "permitiu ao Governo assumir com sentido de responsabilidade aquilo que correu mal e aquilo que é preciso fazer".

Esse debate "transmitiu a vários níveis institucionais e também aos portugueses que o puderam acompanhar um sentido de retoma de confiança nas suas instituições e no seu Governo", frisou, numa mensagem indirecta dirigida a diferentes órgãos de soberania.



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pertinaz Há 4 semanas

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