Finanças Públicas PS e Bloco defendem soluções negociadas para a dívida pública

PS e Bloco defendem soluções negociadas para a dívida pública

Relatório do grupo criado entre PS e BE exclui o cenário de uma reestruturção unilateral. O assunto será debatido na quinta-feira por iniciativa do PCP.
PS e Bloco defendem soluções negociadas para a dívida pública
Miguel Baltazar
Negócios 21 de março de 2017 às 09:30

O relatório elaborado pelo grupo de trabalho do Bloco de Esquerda e do PS sobre a dívida pública admite várias soluções que estarão na mão do Governo e outras negociadas "com os parceiros", mas exclui o cenário de uma reestruturação unilateral, refere hoje o Público.

De acordo com o jornal, uma das soluções avançadas é o pagamento prioritário de dívida ao FMI, devido ao custo superior que este tem. um cenário que pode depender da autorização externa das instituições europeias.

Este é um dos temas mais sensíveis para PS e BE, que têm posições diferentes sobre o assunto. O BE, tal como o PCP, têm defendido que a iniciativa deve ser nacional.

A questão vai ser debatida em plenário na quinta-feira devido a um debate de urgência pedido pelo PCP. 

Não há ainda uma data para a apresentação do relatório que está a ser elaborado há meses, e que volta a ser prometido para "breve".

Pedro Filipe Soares alega do que mais do que conseguir apresentar relatórios semestrais, como estava previsto, é mais importante apresentar um "trabalho coerente, válido e inatacável", o que exige "tempo" e "debate, já que os partidos "não partem de pontos de vista idênticos.

Em Novembro, em entrevista à RTP, António Costa afirmou que a Europa "não pode continuar a ignorar um problema que exige uma resposta integrada". Mas também acrescentou que considera "inútil e contraproducente" ser Portugal a abrir esse debate antes de a União Europeia ao fazer. O que não deverá acontecer antes de 2018.


"Havendo eleições na Alemanha, até Outubro de 2017 a EU não discutirá nada" sobre o assunto, afirmou o primeiro-ministro




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comentários mais recentes
Beruno 21.03.2017

Não, a única coisa que neste momento faria sentido a portugal seria poupar os investidores particulares e institucionais, e ser o bce e o fmi a fazer uma troca da dívida que deteem, por dívida tipo a 40 anos a pagar 0,5%/ano

pertinaz 21.03.2017

PALHAÇOS ... TOMAM OS PORTUGUESES POR TONTOS...

COM QUEM VÃO NEGOCIAR A DÍVIDA ???

AH AH AH

TALVEZ ALI NA MERCEARIA DA ESQUINA...

Anónimo 21.03.2017

E o Jerônimo não conta para nada? Ai o DIABO!

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