Política PS e PSD travam denúncia do contrato entre Estado e empresa SIRESP

PS e PSD travam denúncia do contrato entre Estado e empresa SIRESP

O PS e o PSD vão travar hoje, no parlamento, uma resolução do Bloco de Esquerda para a denúncia do contrato de parceria público privada do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).
PS e PSD travam denúncia do contrato entre Estado e empresa SIRESP
Cofina Media
Lusa 05 de julho de 2017 às 07:52
A resolução do Bloco de Esquerda em relação ao SIRESP, sistema que deveria ser o pilar das comunicações de emergência e segurança em Portugal, é discutida hoje no plenário da Assembleia da República e poderá ser votada no final do debate.

Para o Bloco de Esquerda, "da análise atenta e aprofundada dos objetivos fundamentais que presidiram a constituição e a implementação do SIRESP [em 2006] resulta uma conclusão fundamental: A gestão privada revelou-se ineficaz e, nessa medida, incapaz de garantir a segurança e a proteção das populações, em claro prejuízo destas e do próprio Estado".

Na sequência do incêndios de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, em junho passado, do qual resultaram 64 mortes, foi iniciada uma investigação ao funcionamento do SIRESP, visando-se essencialmente apurar se o sistema falhou (e por quanto tempo) durante o período crítico de combate ao fogo.

Na perspetiva do Bloco de Esquerda, após mais de uma década de funcionamento deste sistema de comunicações, impõe-se a conclusão de que só uma gestão do SIRESP orientada pelo interesse público poderá cumprir os desígnios em termos de segurança.

Por isso, o Governo deverá proceder "à denúncia do contrato com a sociedade SIRESP, SA, resgatando para o Estado o sistema em nome do interesse público e garantindo



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mais votado Anónimo Há 2 semanas

Deve haver rescisões de contratos, incluindo despedimentos. Deve ser encontrado no mercado melhor e mais adequado talento e capital na área em questão. Mas isso só é possível porque em Portugal, na área e organismo em questão, não existem as blindagens contratuais anti-mercado que ocorrem noutros meandros. Ainda bem que neste caso existe flexibilidade para ir ao encontro das reais necessidades, preferências e expectativas e portanto, das reais condições de procura e oferta. Aos poucos, o pensamento primário anti-mercado começa a entender as forças de mercado e a sua importância e desejabilidade.

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RioSado Há 2 semanas

Ora aí está! é aqui que se vê os interesses instalados à volta destes dois mamões. Eles atacam-se, eles brigam por tudo e por nada, eles até se ofendem uns aos outros no parlamento e cá fora etc.etc.. Mas quando toca a unir para defender interesses obscuros, (PPP e outros) aí estão eles do mesmo lado... só não vê quem não quer mesmo ver... O espanto é que somos o único país da europa que ainda mantém estes dois partidos "tradicionais" no poleiro! Porque será?

Anónimo Há 2 semanas

As pessoas precisam de um Estado que seja bom gestor da coisa pública e pessoa de bem. Um Estado que faça boa gestão de recursos humanos despedindo onde e quando é preciso e que saiba investir em bens de capital onde e quando é necessário. Isto é o que Portugal não tem. Isto é o que falta às pessoas. O radicalismo sindical é tão nocivo como o corrupto capitalismo selvagem de compadrio. Quer uns quer outros atiram a coisa pública para os braços dos aproveitadores sem escrúpulos, para os bandidos e para os incompetentes e medíocres.

Anónimo Há 2 semanas

Alguém gostaria de ter que ficar colado como cliente ao mesmo banco, à mesma operadora de telecomunicações, ao mesmo fornecedor de energia, cabeleireiro, supermercado, concessionário automóvel ou ao SIRESP durante a vida toda ou mesmo por uma série de anos? Quem presta serviço não pode exigir períodos de fidelização extensos pois isso vai obrigar a que o pagador requerente do serviço não possa mudar para tecnologias mais avançadas, propostas mais adequadas às suas necessidades e soluções mais económicas oferecidas pelo mercado concorrencial. Os consumidores, os accionistas e os contribuintes percebem facilmente todas as implicações relacionadas com estes actos. Quando é que os sindicalistas atingirão o mesmo estado de discernimento e honestidade intelectual e deixarão que o mercado tendencialmente aberto, livre e concorrencial possa funcionar de modo a desbloquear de uma vez por todas toda a criação de valor que a economia portuguesa pode efectivamente alcançar?

Anónimo Há 2 semanas

Deve haver rescisões de contratos, incluindo despedimentos. Deve ser encontrado no mercado melhor e mais adequado talento e capital na área em questão. Mas isso só é possível porque em Portugal, na área e organismo em questão, não existem as blindagens contratuais anti-mercado que ocorrem noutros meandros. Ainda bem que neste caso existe flexibilidade para ir ao encontro das reais necessidades, preferências e expectativas e portanto, das reais condições de procura e oferta. Aos poucos, o pensamento primário anti-mercado começa a entender as forças de mercado e a sua importância e desejabilidade.

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