Política PS falou com Marcelo sobre aposta na descentralização para as autarquias

PS falou com Marcelo sobre aposta na descentralização para as autarquias

Carlos César admite leituras nacionais das autárquicas, mas ressalva o seu carácter local. De qualquer forma, e apesar da queda da CDU, vê uma maior votação nas forças que dão suporte ao Governo.
PS falou com Marcelo sobre aposta na descentralização para as autarquias
Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 02 de outubro de 2017 às 18:34

Depois de António Costa ter mencionado o tema, o presidente do Partido Socialista colocou-o em cima da mesa no Palácio de Belém. A descentralização do Estado e a transferência de competências para as autarquias foi um dos temas falados por Carlos César no encontro com Marcelo Rebelo de Sousa.

 

"O encontro com o Presidente da República serviu para darmos conta da nossa ambição de, nesta legislatura, ter progressos nas áreas de grandes reformas, da descentralização da administração do Estado, designadamente de transferência de competências e de dotação de autarquias locais", afirmou Carlos César, em declarações aos jornalistas, em Belém.

 

Sobre o orçamento, o líder socialista disse ainda que o objectivo era a "continuação de políticas na área do aumento de rendimentos das famílias" e ainda nas áreas de "prestação de serviços públicos".

 

O tema da descentralização foi referido por César nas declarações transmitidas pela RTP3 e pela TVI24, após as reuniões que o Chefe de Estado está a ter com os vários partidos sobre o Orçamento do Estado. O encontro foi marcado para o dia a seguir às autárquicas, em que o PS foi o partido que conquistou mais presidências de câmara.

 

Em relação ao sufrágio, o presidente do partido, que tem o primeiro-ministro António Costa como secretário-geral, reforçou a mensagem que tem sido transmitida pelo PS: as autárquicas "dizem respeito" às realidades locais, ainda que se possa fazer uma interpretação política dos resultados globais.

 

Nessa avaliação, e embora a CDU (PCP e PEV coligados) tenha perdido força, Carlos César vê, ressalvando a "intensidade" em cada caso, "um reforço da votação dos partidos que estão associados à maioria parlamentar e uma diminuição na área da direita". O Governo PS é apoiado pela CDU e pelo BE. 

 

O encontro do PS com Marcelo Rebelo de Sousa, que contou com Ana Catarina Mendes e Ivan Gonçalves, ocorreu depois da audiência do PSD, onde o líder Pedro Passos Coelho remeteu para terça-feira qualquer avaliação das autárquicas.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Marcelo já foi certamente endoutrinado na cartilha anti-liberal do fundamentalismo islâmico. Em comparação com Marcelo e o seu governo das esquerdas unidas, Obama foi mesmo um fanático ultra neoliberal. Os fanáticos terroristas radicais, selvaticamente anti-liberais e inerentemente anti-mercado concorrencial, estão a conquistar território no al-Gharb al-Andalus. Da próxima chamem mas é a ONU que com a troika já não vai lá. O caso é cada vez mais sério. "Job shifts under Obama: Fewer government workers, more caregivers, servers and temps" www.pewresearch.org/fact-tank/2015/01/14/job-shifts-under-obama-fewer-government-workers-more-caregivers-servers-and-temps/

General Ciresp Há 2 semanas

Sera q depois de aparecer tanta gente da gerigonca no jn,nenhum deles vai dar explicacao ao crescimento da divida publica.Todos mas mesmo todos enterraram a cabeca debaixo dareia.Nao ter o partido ao menos 1 unica pessoa seria depois de ter um governo tao enorme.Nao faz muito sentido passar ao lado.

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