Finanças Públicas PS prepara novo aumento no subsídio de refeição do Estado

PS prepara novo aumento no subsídio de refeição do Estado

O PS quer reforçar o aumento do subsídio de refeição a partir de meados do próximo ano, revelou ao Negócios o deputado do PS João Paulo Correia. Proposta prevê novo aumento em Agosto.
PS prepara novo aumento no subsídio de refeição do Estado
Cofina Media
Catarina Almeida Pereira 18 de Novembro de 2016 às 20:39

O PS quer reforçar o aumento do subsídio de almoço dos funcionários públicos a partir de meados do próximo ano, revelou ao Negócios o deputado do PS João Paulo Correia.

 

A proposta original de Orçamento do Estado previa um aumento de 0,25 euros por dia, para 4,52 euros, em Janeiro. A alteração agora proposta pelo PS, que já deu entrada no Parlamento, acrescenta que em Agosto o valor sobe para os 4,77 euros, perfazendo um aumento total de 50 cêntimos por dia.

Se no caso das pensões a data de Agosto é justificada com o facto de ser necessário cruzar todas as pensões dos pensionistas, no caso do subsídio de refeição o Governo não apresentou qualquer justificação para a data escolhida. A oposição tem acusado o Governo de eleitoralismo, devido à proximidade da data com as autárquicas. O faseamento do aumento no tempo também permite que o custo orçamental seja menor em 2017.

 

O aumento do subsídio de almoço tem mais relevância em termos proporcionais para os trabalhadores com salários mais baixos, já que esta é a única medida que lhes permite recuperar algum rendimento (com excepção de quem recebe o salário mínimo). Isto porque quem tem baixos rendimentos nao sofreu cortes salariais nem foi afectado pela sobretaxa.

 

Para quem tem um salário médio, o aumento inicialmente proposto (de 25 cêntimos por dia) representava um acréscimo de 0,3% no salário líquido anual de um funcionário com um salário médio, que ronde os 1.600 euros brutos, de acordo com as simulações feitas para o Negócios pela PwC.

O subsídio de almoço só é pago quando há prestação efectiva de trabalho. Não é pago nas férias ou quando as pessoas estão de baixa. Num mês de 23 dias úteis em que a pessoa se apresente sempre ao trabalho o primeiro aumento pode implicar um acréscimo de 5,5 euros por mês. A partir de Agosto o acréscimo nestas condições é por isso de onze euros.

Actualizado às 23h29 com mais informação




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Cláudio Márcio Araújo da Gama Há 2 semanas

O QUADRO MACROECONÔMICO PARA A ADMINISTRAÇÃO DAS FINANÇAS PÚBLICAS

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Maria Há 2 semanas

Mas que FOORTUUUNA, 50 cêntimos! Dá, de 2 em 2 dias, p/ tomar um café! Têm razão os que acham que os F. públicos são uns privilegiados, razão para se sentirem invejosos! A continuar assim, vamos ficar com vencimento como os gestores da CGD, mesmo com salários cortados e congelados há + de 10 anos!

Anónimo Há 2 semanas

Tanta burrice! Esta gente não sabe que aumentar o subsídio de refeição em duas fases faz aumentar as despesas com programas informáticos?Será que algum destes iluminados tem empresas de informática? O que vão gastar com os programas dava para dar o todo aumento de uma só vez.

uma vergonha Há 2 semanas

Começou a campanha eleitoral xuxxxa.

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