Economia PS viabiliza audição de ministro da Defesa sobre roubo em Tancos

PS viabiliza audição de ministro da Defesa sobre roubo em Tancos

O PS manifestou hoje preocupação face ao roubo de material de guerra em Tancos e disse que viabilizará os requerimentos do PSD e do CDS-PP para a ida do ministro da Defesa Nacional ao Parlamento.
PS viabiliza audição de ministro da Defesa sobre roubo em Tancos
O PS vai viabilizar os requerimentos do PSD e do CDS-PP para a ida do ministro da Defesa Nacional ao Parlamento para explicar o furto de material de guerra em Tancos.
Marta Poppe
Lusa 01 de julho de 2017 às 20:15

"O PS não tem nada a opor, está sempre do lado da verdade e dos esclarecimentos, naturalmente que a posição do PS será favorável" à audição do ministro Azeredo Lopes sobre o furto de material de guerra em Tancos, declarou à Lusa o deputado Miguel Medeiros, coordenador dos socialistas na comissão de Defesa.

 

Para José Miguel Medeiros, é necessário aguardar por todas as investigações em curso para se poder tirar conclusões, sustentando que "o problema não está no ministro".

 

"O PS naturalmente está preocupado com a situação, aquilo que nos compete é ouvir o que o ministro vai dizer sobre o que se passou, que investigações estão a decorrer, e se foram tomadas as medidas adequadas para evitar que situações destas se repitam", disse.

 

Quanto ao requerimento apresentado pelo PSD para ouvir o chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, o PS também não tem "nada a opor", mas frisou que em primeiro lugar deve ser ouvido o responsável político.

 

O PCP também já afirmou que viabilizará a ida de Azeredo Lopes ao Parlamento e considerou que o deve fazer "o mais rapidamente possível".

 

Em declarações aos jornalistas, na sexta-feira no Parlamento, o deputado António Filipe afirmou que "há que averiguar as circunstâncias em que o assalto ocorreu" e que "o Governo deve informar a Assembleia da República e o país o quanto antes acerca das averiguações".

 

"A comissão de Defesa vai discutir na próxima semana, obviamente que o PCP considera que o ministro da Defesa deve ir à Assembleia da República prestar os esclarecimentos que tiver e que deve fazê-lo o mais rapidamente possível", disse.

 

Do lado do BE, o deputado João Vasconcelos confirmou hoje que apoiará o requerimento para ouvir Azeredo Lopes.

 

Os requerimentos para a audição de Azeredo Lopes - e no caso do PSD também do Chefe do Estado-Maior do Exército - deverão ser votados na Comissão de Defesa na próxima terça-feira.

 

O Exército anunciou na quinta-feira que foi detectada na quarta-feira ao final do dia a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois "paiolins", tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre 9 milímetros.

 

Na sexta-feira, o Exército acrescentou que entre o material de guerra roubado na quarta-feira dos Paióis Nacionais de Tancos estão "granadas foguete anticarro", granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, mas não divulgou quantidades.

 

Em declarações hoje à SIC, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, reconheceu que quem roubou o material de guerra do quartel de Tancos tinha "conhecimento do conteúdo dos paióis" e admitiu a possibilidade de fuga de informação.

 

Além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, vai decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades, disse.




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mais votado Anónimo 01.07.2017

A incompetência, o dolo e o desleixo subjacentes aos escândalos de Tancos e Pedrógão são reflexo da incompletude das reformas sugeridas a Portugal pelo FMI, a União Europeia e a própria OCDE. Se o excedentarismo continuadamente subsidiado e o sobrepagamento bem acima do preço de mercado, têm a primazia por parte do poder político e da sociedade em geral, com prejuízo para o investimento reprodutivo, a inovação e o empreendedorismo capazes de criar valor, Tancos, Pedrógão e o 6 de Abril de 2011, serão sempre o corolário lógico de tais opções políticas e desígnios populares.

comentários mais recentes
Anónimo 02.07.2017

Estas tragédias são sintomáticas da quebra do investimento público em bens de capital, numa altura em que o investimento público em % do PIB em Portugal atingiu um mínimo desde 1960. Não fazer uma boa gestão de recursos humanos promovendo o excedentarismo e fazendo do despedimento um tabu, dá nisto.

Anónimo 02.07.2017

São os mesmos que aplaudiram e se regozijaram com os cortes nas FA's que agora vêm clamar contra a falta de segurança, como se alguém pudesse fazer Omeletes sem ovos.

Anónimo 02.07.2017

Devia tê-lo feito como uma condição, chamar todos ex-ministros últimos 10 anos, em particular o anterior, dado serem resp. medidas austeridade que conduziram cortes orçamento e efetivos das FA's colocando-as abaixo limiar mínimo operacionalidade (sistema de vídeovigilancia avariado 2 anos)

Anónimo 01.07.2017

NO REINO A SEGURANÇA ESTAVA SEMPRE EM PRIMEIRO... E ASSIM SE FAZIAM CIDADÃOS DE CORPO INTEIRO---E AGORA ?

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