Política PS volta a subir e alarga vantagem sobre PSD para quase 10 pontos

PS volta a subir e alarga vantagem sobre PSD para quase 10 pontos

A sondagem da Eurosondagem realizada em Março mantém a tendência de subida do PS e de queda do PSD. Os socialistas têm agora uma vantagem de 9,5 pontos percentuais sobre os social-democratas.
PS volta a subir e alarga vantagem sobre PSD para quase 10 pontos
David Santiago 10 de março de 2017 às 12:33

O PS continua a subir e o PSD mantém a tendência de quebra. É esta a principal leitura da sondagem da Eurosondagem para a SIC e o Expresso, divulgada esta sexta-feira, 10 de Março, e que mostra os dois maiores partidos portugueses separados por praticamente 10 pontos percentuais.

 

Em Março os socialistas subiram meio ponto percentual, a mesma evolução verificada em Fevereiro, para 38,3% das intenções de voto, enquanto o PSD cedeu 0,2 pontos para 28,8%, depois de já no mês anterior ter caído. Ainda assim, e como salienta o jornal Expresso, a descida registada pelos social-democratas em Março (-0,2 pontos) é menor do que a registada em Fevereiro (-0,8 pontos), com o PSD a manter-se abaixo da marca dos 30%.

 

Já o Bloco de Esquerda manteve as intenções de voto de Fevereiro (9,2%), com os bloquistas a reforçarem a terceira posição, beneficiando da ligeira queda (-0,3 pontos) da CDU (coligação entre PCP e Verdes) que desliza para 8%.


Nota ainda para o CDS, que subiu ligeiramente para 7,2% das intenções de voto, e para o PAN que avançou 0,7 pontos para 1,8%. Esta sondagem reforça também a vantagem do PS sobre PSD e CDS somados, que mesmo juntos estão agora a mais de 2 pontos percentuais dos socialistas. 

Marcelo lidera subida de popularidade com todos os líderes em alta

 

Depois de ter perdido popularidade em Fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a melhorar os níveis de aceitação numa altura em que comemora um ano em funções como Presidente da República. Marcelo foi mesmo o líder político cuja popularidade mais subiu em Março, tendo aumentado 3,8 pontos para uma avaliação global positiva de 58,2 pontos.

 

Num mês em que a popularidade de todos os líderes dos partidos com presença no Parlamento subiu, também António Costa, primeiro-ministro, viu os seus níveis de aceitação junto da opinião pública subir 2,5 pontos para 31,8 pontos.

 

Seguem-se Jerónimo de Sousa, com a popularidade do secretário-geral comunista a crescer 2,3 pontos para 10,4 pontos, Passos Coelho, presidente do PSD, que melhora 1 ponto para 10,3 pontos, Assunção Cristas, presidente do CDS, que ganha 1,4 pontos para 9,7 pontos, e Catarina Martins, coordenadora do Bloco, que cresce 1,6 pontos para oito pontos.

 

Esta sondagem da Eurosondagem foi realizada entre os dias 1 e 8 de Março, sendo que o último dia foi também aquele em que se realizou o mais recente debate quinzenal, marcado pela troca azeda de galhardetes entre o primeiro-ministro e o líder do maior partido da oposição, facto que não parece ter tido grande influências na popularidade de ambos os dirigentes políticos. 

(Notícia actualizada às 12:50)




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mais votado IS 19.05.2017

Não é estranho que a empresa de sondagens dirigida por Rui Oliveira Costa apresente sempre este tipo de resultado o qual pode estar condicionado pelas convicções de quem faz o estudo.

comentários mais recentes
IS 19.05.2017

Não é estranho que a empresa de sondagens dirigida por Rui Oliveira Costa apresente sempre este tipo de resultado o qual pode estar condicionado pelas convicções de quem faz o estudo.

suiriri 11.03.2017

Só não se entende é como o PSD tem 28,8% de intenções de voto. Há muitos cidadãos que não se perceberam de que o ultra liberalismo vendeu o País a interesses estrangeiros, enquanto os cidadãos iam empobrecendo com cada vez ais direitos consagrados na Constituição,,,,,,,

Anónimo 10.03.2017

Quando num sector a procura por factor trabalho começa a contrair ou pura e simplesmente desaparece, é preciso saber requalificar, repensar, adaptar, mudar, evoluir. Quem não é capaz, exige ao Estado procura subsidiada ou proteccionismo no mercado laboral de modo a manter elevadas as suas expectativas individuais, tão subjectivas quanto, nestes casos, irrealistas. No mundo moderno da actualidade, globalizado e tecnologicamente avançado, isso é totalmente impossível porque é socialmente iníquo e economicamente insustentável, configurando-se como um autêntico crime de lesa-pátria e um atropelo grave aos direitos, liberdades e garantias de todos os outros cidadãos.

Anónimo 10.03.2017

O que não entendo é onde passos Coelho quer chegar com as mordidelas que vai dando nos confrontos com Costa ampliadas pelo ladrar do cão raivoso que ele senta ao lado. Dá ideia que ele carrega nalgum sítio e o bichano começa a rosnar.

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