Política PSD acusa Governo de falta de sentido de Estado e de agir como "baratas tontas"

PSD acusa Governo de falta de sentido de Estado e de agir como "baratas tontas"

O líder parlamentar do PSD acusou o Governo de "desbaratar a autoridade do Estado", apontando a descoordenação na resposta aos incêndios como exemplo, matéria em que Passos Coelho comparou o comportamento do Executivo a "baratas tontas".
PSD acusa Governo de falta de sentido de Estado e de agir como "baratas tontas"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 30 de junho de 2017 às 00:20

Em declarações aos jornalistas, a meio do Conselho Nacional do partido que decorre esta quinta-feira à noite em Lisboa, Luís Montenegro afirmou que o fio do condutor da reunião tem sido a análise da "postura de um Governo que demonstra não ter sentido de Estado e está a desbaratar a autoridade do Estado".

 

De acordo com fonte do PSD, o presidente do partido, Pedro Passos Coelho, dedicou parte da sua intervenção inicial na reunião, que decorre à porta fechada, à questão dos recentes incêndios da região Centro, que provocaram 64 mortos, dizendo que o Governo agiu nesta matéria como "baratas tontas", com vários serviços a contradizerem-se entre si.

 

A este propósito, Passos Coelho criticou igualmente as recentes mudanças na estrutura de coordenação na Protecção Civil e abordou também algumas queixas de dívidas aos bombeiros.

 

Questionado pelos jornalistas, Luís Montenegro afirmou que a recente declaração de Passos Coelho sobre a existência de suicídios em consequência dos incêndios - uma informação que não se veio a confirmar e pela qual o líder do PSD pediu desculpa - não foi abordada, até agora, no Conselho Nacional. "Mas a referência que o senhor jornalista faz permite-me dizer de forma muito clara: que diferente que é a forma de estar e a forma de abordar as questões entre o actual e o anterior primeiro-ministro", disse.

 

No início do Conselho Nacional, órgão máximo do partido entre Congressos, foi respeitado um minuto de silêncio pelas vítimas do incêndio que deflagrou a 17 de Junho, em Pedrógão Grande, e pela morte dos ex-ministros do partido Miguel Beleza e Carlos Macedo. "Estamos a assistir em Portugal a uma cada vez mais nítida revelação de um Governo que está a deixar colapsar o Estado, a autoridade, o sentido de Estado das funções governativas e está a fazer reflectir isso na insegurança das pessoas", lamentou Luís Montenegro, considerando "sintomática" a resposta do executivo aos incêndios da região Centro.

 

A este propósito, o líder parlamentar do PSD referiu-se à notícia hoje divulgada pelo jornal i, segundo a qual o Governo teria encomendado um estudo de opinião para aferir os níveis de popularidade do Governo após os incêndios. "Vem até a público que estão satisfeitos, contentes com a popularidade do primeiro-ministro nesta ocasião. Creio que isto diz muito daquilo que é a postura do Governo e a forma como se encaram situações que exigiriam um sentido de Estado bem mais profundo", afirmou.

 

Reiterando que existem ainda "muitas respostas por dar" por parte do executivo, Montenegro defendeu que o parlamento "não se pode inibir" de questionar o Governo, enquanto se aguardam os resultados dos vários inquéritos e o arranque dos trabalhos da comissão técnica independente proposta pelo PSD e que vai ser aprovada na sexta-feira, na Assembleia da República.

 

O líder parlamentar do PSD manifestou ainda a preocupação do partido com a notícia de que foram roubadas granadas de mão ofensivas e munições das instalações militares dos Paióis Nacionais de Tancos.

 

"Há meses, foram pistolas do comando nacional da PSP, a situação é muito grave. O PSD insta o Governo a tomar as medidas necessárias para que isto não volte a suceder, estas situações não podem ser só lamentadas, têm de ser evitadas", apelou, dizendo esperar que o problema não de deva a falta de pessoal ou de alocação de meios.




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Ninguém quer voltar a PSD e Cristas 02.07.2017

A inspeção não pode ignorar a possibilidade de se tratar de um acto Político Partidário.Que pode fazer o Sr. Presidente da República ?Sem uma Alternativa Credível com Capacidade Governativa, Responsável, não pode ser uma cambada de Arruaceiros, Garotada que até inventam Suicídios irresponsavelmente.

Anónimo 30.06.2017

Injustificáveis carreiras intocáveis para a vida, blindadas e isentas das forças de mercado e do avanço tecnológico que colida com a existência do posto de trabalho, defesa do excedentarismo, rigidez do mercado laboral e aversão primária ao capital e ao investimento que permitem inovar de acordo com as necessidades e orientações do mercado sempre em mudança, dão nisto. Nesta casa de doidos chamada Portugal, a manta fica curta e ainda por cima rasga-se porque ninguém quer ir para os quartinhos dos serviçais. Nem os próprios serviçais. A falta de meios aéreos e maquinaria florestal, assim bem como a falta de sistemas de alarme e video-vigilância nos arsenais e paióis das Forças Armadas.

Camponio da beira 30.06.2017

Aqui Montenegro tem razão.

Henrique Costa 30.06.2017

Olha se o Montenegro se tivesse lembrado do Ministério da Educação para exemplificar o estado de bandalheira vigente...

pub
pub
pub
pub