Segurança Social PSD acusa Segurança Social de "incúria" no perdão fiscal

PSD acusa Segurança Social de "incúria" no perdão fiscal

O Governo avançou para o perdão fiscal sem garantir que os sistemas informáticos estariam à altura. O PSD acusa o Ministério da Segurança Social de "incúria" e quer saber quando será o problema resolvido.
PSD acusa Segurança Social de "incúria" no perdão fiscal
Miguel Baltazar/Negócios
Elisabete Miranda 03 de fevereiro de 2017 às 13:42

O PSD acusa o Governo de "incúria" na forma como avançou para o perdão fiscal na Segurança Social sem ter acautelado as necessárias condições técnicas, e quer saber quantas pessoas estão a ser prejudicadas e quando verão a sua situação regularizada.

 

As perguntas que deram entrada esta sexta-feira no Parlamento, foram formuladas por um grupo de deputados social-democratas e seguem para o gabinete do ministro Vieira da Silva, que tutela a pasta da Segurança Social. Os deputados querem saber quatro coisas: porque é que o Governo "não acautelou as necessidades informáticas" do perdão fiscal; "porque é que, devido à incúria do governo, estão a ser prejudicados os contribuintes aderentes"; "quantos contribuintes estão a ser prejudicados com o não funcionamento da aplicação informática"; e quando estará resolvida a situação.

Na origem do requerimento está uma notícia avançada esta semana pelo jornal electrónico Observador dando conta de que, ao contrário do que era suposto, o perdão fiscal (formalmente baptizado de PERES - Plano Especial de Redução do Endividamento ao Estado) não está ainda no terreno para um conjunto alargado de aderentes. Vários milhares de contribuintes continuam a ter de pagar as dívidas de acordo com as regras antigas devido a constrangimentos informáticos.

Fonte oficial do gabinete de Vieira da Silva, na altura, admitiu estarem a ser afectados 20 mil planos prestacionais e garantiu que estavam a dar "prioridade máxima" a estes casos. A estes contribuintes não resta senão esperar pela notificação da Segurança Social para poderem ver a sua prestação actualizada.

O PSD quer saber porque é que estes problemas não foram acautelados de antemão e quando estarão ultrapassados.

 
O perdão fiscal na Segurança Social fechou no passado dia 13 de Janeiro, depois de o Governo ter decidido alargar o prazo de pagamento dos 8% mínimos exigidos à cabeça. O processo, marcado por filas às portas de alguns centros de Segurança Social e de testemunhos de cidadãos sobre dificuldades na formalização da sua adesão, terminou com um balanço de 32.772 adesões, num valor total de 92 milhões de euros.

No comunicado divulgado na altura, a Segurança Social não especificou qual o montante que foi encaixado em 2016 e qual o que ficou para os anos seguintes, tendo apenas referido que 32% dos aderentes já pagaram integralmente as dívidas à Segurança Social, enquanto 68% o fará por prestações. 




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comentários mais recentes
O PSD devia limpar a sua casa e depois falar 04.02.2017

O que o PSD diz sobre o seu militante presidente da Câmara de Celorico de Bastos que é arguido por corrupção e lá continua como presidente como nada fosse com ele.

AHAHAHAH 03.02.2017

CAMPONÊS, o PSD anda messmo pelas ruas da amargura. Qualquer dia reclamam do facto do papel higienico da AR ser branco quando eles queriam da cor laranja. Desconfio que ainda vamos ver Passos Coelho a pedir o aumento do IRC, o aumento das prestações sociais e a baixa do IRS. Estão mesmo desesperados

campones 03.02.2017

Coitado do PSD, já dispara para tudo o que é sitio, dispara para a sua sombra, para os seus próprios pés e assim vai continuando a fazer oposição e a perder o resto da pouca credibilidade que lhes resta!

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