Política PSD quer ouvir Centeno e responsabiliza Governo por falta de fiscalização a "offshores"

PSD quer ouvir Centeno e responsabiliza Governo por falta de fiscalização a "offshores"

O PSD considera que "a grande maioria das declarações só poderiam ser fiscalizadas durante o actual Governo".
PSD quer ouvir Centeno e responsabiliza Governo por falta de fiscalização a "offshores"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 10 de março de 2017 às 12:28
O PSD pediu esta sexta-feira a audição do ministro das Finanças, Mário Centeno, no Parlamento, sobre o caso das "offshore" e responsabilizou o Governo do PS pela falta de fiscalização às transferências para paraísos fiscais.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado social-democrata António Leitão Amaro afirmou que, com base nas audições de responsáveis da Autoridade Tributária, esta semana, "a grande maioria das declarações só poderiam ser fiscalizadas durante o actual Governo".

 

Segundo essa informação citada por Leitão Amaro, 18 das 20 declarações sem tratamento foram entregues a partir do verão de 2015, sete após as eleições legislativas desse ano e 4 durante o ano de 2016.

 

Leitão Amaro insistiu que "18 das 20 declarações só poderiam ser fiscalizadas pelo actual Governo".

 

O deputado social-democrata recordou ainda as "infelizes insinuações" do primeiro-ministro, António Costa, no debate quinzenal, sobre a falta de fiscalização das transferências de 10 mil milhões de euros de 2011 a 2014, durante o Governo PSD/CDS-PP.

 

Os sociais-democratas pedem ainda que sejam reverificadas as transferências anteriores a 2011, ou seja, durante os Governos PS de José Sócrates.

 

Menos de dez minutos depois, o PS respondeu, através do deputado Eurico Brilhante Dias, que acusou o PSD de "manobra política descarada".

 

"Há limites para a criação de factos políticos alternativos", afirmou Brilhante Dias, manifestando indignação pelas acusações dos sociais-democratas.

 

O deputado socialista lembrou que os 10 mil milhões de euros transferidos sem tratamento inspectivo aconteceram entre 2011 e 2014, "integralmente na vigência do Governo" PSD/CDS-PP.

 

Para Eurico Dias, trata-se de uma "manobra política descarada", não havendo "uma única transferência" para "paraísos fiscais" depois da mudança de Governo.

(Notícia actualizada às 12:50 com mais informação)




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Quanto mais fala mais te enterras ? Arco do roubo. 11.03.2017

Tão inocentes a direita radical e racionaria dos roubos dos nossos impostos.a lata destes aldrabões e trapaceiros e mentirosos,já não enganam miguem,o povo votou 62% e agora vão levar 80% com cartão vermelho do povo,agora temos uma geringonça com a maior transparência do mundo,sou democrata livre.

Anónimo 10.03.2017

Não vos bastou colocarem um iletrado como primeiro ministro durante 4 anos , com uma equipa de medíocres e incompetentes que a única solução que arranjaram foi penalizar os fracos e beneficiarem os corruptos. Por mim estariam todos nos submarinos comprados pelo Portas e enterrados no fundo do mar!

Anónimo 10.03.2017

Custa-me um pouco a perceber q c os milhões voaram entre 2011 e 2015 estando o PSD/CDS no governo ser da responsabilidade do PS sendo este mesmo q levantou o problema desde q foi p o govº Penso q s o quisessem esconder n teriam o alertado agora. Ou será q s assim tão estúpidos?

lol 10.03.2017

Grupelho de bananas

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