Saúde PSD responsabiliza Governo por "clima de degradação" no SNS

PSD responsabiliza Governo por "clima de degradação" no SNS

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD Miguel Santos afirmou hoje que existe um "clima de degradação" no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o qual atribui à conflitualidade com o Governo.
PSD responsabiliza Governo por "clima de degradação" no SNS
Ana Brígida
Lusa 29 de agosto de 2017 às 15:58
"Temos vindo a assistir a um clima de degradação no SNS visível em todos os aspectos, desde o aspecto financeiro, da dívida ou assistencial e isso relaciona-se com o clima de conflitualidade patente no SNS em que o actual Governo se exime de dar respostas e de assumir responsabilidades", afirmou aos jornalistas o deputado social-democrata.

O parlamentar falava na sede da Distrital do PSD/Porto a propósito do Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionais.

O deputado frisou ainda que esta degradação do SNS está também relacionada com a falta de investimento que existe por parte do Governo socialista de António Costa, que é o mais baixo dos últimos anos, e é desta forma que tem procurado controlar as contas públicas, sublinhando que "quem paga a factura" é a saúde dos portugueses.

A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) revelou hoje que o tempo de espera para cirurgia em doentes prioritários melhorou em 2016, um ano que teve a maior actividade cirúrgica de sempre.

Os dados da ACSS foram revelados depois de o Jornal de Notícias (JN) ter divulgado hoje que o tempo médio de espera para cirurgia aumentou no ano passado, fixando-se em 3,3 meses, "o pior desde 2011".

Em declarações à Lusa, Ricardo Mestre, da ACSS, disse que os tempos de resposta em 2016 se mantiveram "à volta dos três meses, como acontecia habitualmente", e sublinha que "os tempos de resposta para os mais prioritários melhoraram".

Para Miguel Santos, o aumento do tempo de espera para cirurgias é uma das consequências desta degradação do SNS, sublinhando existir uma desresponsabilização do ministro da Saúde que, ainda, não fez declarações sobre este assunto.

"O esforço que foi feito nos anos anteriores de valorização do SNS, de valorização dos profissionais e o investimento realizado está a ser deixado resvalar por este ministério", vincou.

O Governo tem de ter uma "política responsável", entendeu, frisando ser necessário uma maior mobilização humana e financeira para um melhor SNS.

Quanto à portaria aprovada este ano que reduz os tempos máximos de resposta garantidos para os casos de prioridade normal (de 270 para 180 dias) e que entra em vigor em Janeiro de 2018, o deputado do PSD salientou que se, actualmente, não cumprem os 270 dias é "natural e possível" que a situação se agrave a partir do próximo anos.

Para dar resposta certamente "irão recorrer ao sector convencionado, privado e social, mas a dívida continuará a aumentar todos os meses como está a acontecer", realçou.



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comentários mais recentes
MV Há 3 semanas

É necessário lembrar que o anterior governo social democrata é que continuou com este corte na saúde, mas desisto destas "bocas" entre o PS e o PSD. Para bem ou para o mal, tenho estado dependente do privado no que toca a consultas normais já que sou detentor dos benefícios da ADSE e não possuo médico de família, no entanto, este benefício é desprezável no que toca a cirurgias e internamentos, no qual tenho que depender da saúde pública.
Acho que a saúde devia deixar de ser usada como meio de campanha por parte do PSD e deveria haver um consenso entre todos os partidos em melhorar os cuidados de saúde e não efetuar mais cortes num dos setores essenciais para este país, mas enfim, são utopias...

A grande Herança da quadrilha do laranjal escavaca Há 3 semanas

O governo de passos pomes a pagar taxas moderadoras e IRS.mas com meu voto não mamam mais.

Lata não falta a este psd. Há 3 semanas

despudoradamente este partido, serve-se da sua experiência de má governação para apontar a este governo os defeitos por eles praticados. Nem originais são, falam para simplesmente não estarem calados (por vezes seria o melhor) e eles próprios certificarem-se que que estão vivos.

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