Economia PSD tem um "grau de identificação importante" com o programa da troika

PSD tem um "grau de identificação importante" com o programa da troika

"É curioso que o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio a ser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional", disse Passos Coelho.
Lusa 01 de fevereiro de 2012 às 07:54
O primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, considerou na terça-feira à noite que os sociais-democratas têm um "grau de identificação importante" com o programa acordado com a 'troika' e querem cumpri-lo porque acreditam nele.

"É curioso que o programa eleitoral que nós apresentámos no ano passado e aquilo que é o nosso Programa do Governo não têm uma dissintonia muito grande com aquilo que veio a ser o memorando de entendimento celebrado entre Portugal, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional", declarou Passos Coelho, durante uma sessão com militantes do PSD sobre a revisão do programa do partido, num hotel de Lisboa.

Depois de acrescentar que o diagnóstico da situação do país feito pelo PSD "não estava muito desviado da observação atenta especializada que o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional tinham", Passos Coelho concluiu: "Quer dizer, há algum grau de identificação importante entre a opinião da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional e que é a nossa convicção do que é preciso fazer".

Segundo o presidente do PSD, por esse motivo, "executar esse programa de entendimento não resulta assim de uma espécie de obrigação pesada que se cumpre apenas para se ter a noção de dever cumprido".

"Por isso, não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas. Nós cumprimos aquele programa porque acreditamos que, no essencial, o que ele prescreve é necessário fazer em Portugal para vencermos a crise em que estamos mergulhados", reforçou.




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"TEMOS QUE EMPOBRECER" GRANDA PASSOS 16.09.2015

“Mais de 50% dos portugueses ganham menos de oito mil euros por ano”

http://expresso.sapo.pt/politica/2015-09-14-Mais-de-50-dos-portugueses-ganham-menos-de-oito-mil-euros-por-ano

PORTUGUESES TRABALHADORES VIVEM NA MISÉRIA

Anónimo 26.10.2012

Perante esta evidencia,este governo,tem que alterar a narrativa,e deixar de passar culpas para o anterior governo.Não tivesse o memorando alem da assinatura do Psd contributos (os mais penosos) introduzidos pelo dr.catroga e seus rapazes.

Anónimo 01.02.2012

... na verdade até temos algum, algum não, muito prazer em implementar as medidas de austeridade que estão a empobrecer a classe média portuguesa. A concretização do programa da troika deixa-nos radiantes. Estamos a adorar.

flavito 01.02.2012

Patrick Legland, do banco “Société Général”

Globalement, les marchés ont intégré le rééchelonnement de la dette grecque. La Grèce s’enfonce dans une récession sévère et il lui est très difficile dans ces conditions de réduire son déficit public. Mais au-delà du cas grec, c’est le Portugal qui nous inquiète le plus pour les prochaines semaines. Il se retrouve aujourd’hui face à des difficultés similaires à celles de la Grèce l’an dernier en devant refinancer sa dette à 16% à deux ans et 20% à cinq ans ! Le refinancement de la dette publique prend le risque de se fermer. Si l’on cumule dette de l’Etat et dette privée, le ratio dette/PIB du pays est proche de 400%

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