Europa PSOE da Andaluzia defende pela primeira vez abstenção a Rajoy

PSOE da Andaluzia defende pela primeira vez abstenção a Rajoy

A Comissão Executiva do PSOE andaluz preconiza, pela primeira vez desde 20 de Dezembro do ano passado, que os socialistas deverão abster-se numa nova sessão de investidura de Mariano Rajoy como primeiro-ministro.
PSOE da Andaluzia defende pela primeira vez abstenção a Rajoy
Reuters
David Santiago 17 de Outubro de 2016 às 17:28

A semana começou com boas notícias para Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol ainda em funções. Esta segunda-feira, 17 de Outubro, o PSOE da Andaluzia manifestou, pela primeira vez desde que Espanha passou a viver num impasse político, a intenção de viabilizar a investidura de Rajoy via abstenção.

 

Juan Cornejo, número dois dos socialistas andaluzes, afirmou esta manhã que no seio da secção regional do PSOE há uma unanimidade sobre a necessidade de evitar terceiras eleições e "a abstenção é a única forma de o conseguir". Citado pelo El Mundo, Cornejo assumiu que "nenhum socialista quer que governe o PP" mas reiterou a importância de não atirar o país para novas eleições que apenas serviriam para prolongar a indefinição. Para este dirigente socialista da Andaluzia a solução é simples, com Cornejo a afiançar que um cenário de abstenção do PSOE à investidura de Rajoy "não me provoca urticária".

 

Além de que "tão importante é governar como liderar a oposição", atirou Cornejo que assim salienta o papel relevante que os socialistas devem assumir no Congresso espanhol (equivalente à Assembleia da República), o de se afirmarem enquanto segundo maior partido liderando a oposição. Não será alheio a esta convicção o facto de as últimas sondagens colocarem o Podemos à frente do PSOE, reforçando a hipótese de "sorpasso", cenário perseguido pelo partido liderado por Pablo Iglesias e que,ao contrário do que chegou a perspectivar-se, acabou por ser evitado pelos socialistas em 26 de Junho.

 

Este número dois de Susana Díaz, a presidente do governo autonómico da Andaluzia que é apontada como favorita à sucessão de Pedro Sánchez enquanto líder do PSOE, mostrou-se ainda confiante de que o Comité Federal do partido irá adoptar uma posição favorável à abstenção numa cada vez mais provável nova sessão de investidura de Rajoy.

 

O Comité Federal, principal órgão socialista entre congressos, terá de decidir, em 23 deste mês, se mantém o veto a Rajoy – adoptado em Dezembro de 2015 e reiterado em Julho, na sequência das duas legislativas realizadas – ou se muda de posição.

 

A actual comissão gestora do partido – encarregada de liderar os destinos do partido desde a demissão de Sánchez e até que sejam realizadas eleições primárias – já confirmou que a posição do PSOE será determinada pelo Comité Federal, uma decisão colegial que deverá depois ser cumprida por cada um dos 85 deputados eleitos pelo partido nas eleições gerais de 26 de Junho, já que os socialistas mantêm a intenção de impor disciplina de voto.

 

Só que no quadro político espanhol já não parece haver lugar a certezas e cenários óbvios. Miguel Iceta, que este sábado foi reeleito líder dos socialistas da Catalunha (PSC), começou por desde logo reafirmar a intenção desta secção do partido de não respeitar a disciplina de voto no caso de o Comité Federal decidir retirar o "não" ao ainda chefe do Governo espanhol.

 

Iceta assegurou que por uma questão de "coerência" o PSC não pode ser a "muleta de um governo conservador", afiançando que os sete deputados eleitos pelo PSOE na Catalunha irão votar contra Mariano Rajoy. O PSC tem mantido forte divergência com o aparente imobilismo de Rajoy em relação aos nacionalismos, numa altura em que os socialistas catalães defendem um caminho tendente à federalização. Antecipa-se uma disputa entre os socialistas da Catalunha e da Andaluzia no próximo Comité Federal, luta que deverá repetir-se nas primárias do partido, também ainda sem data marcada.

Por outro lado, noticia o El Mundo, é cada vez mais forte a convicção da comissão gestora de que as bases socialistas continuam a rejeitar viabilizar um novo governo de Rajoy, supostamente prevalecendo a posição de Pedro Sánchez, que abandonou a liderança do PSOE por não ver respaldada a sua estratégia de "não é não". De acordo com este diário espanhol, ganha força o cenário segundo o qual apenas 11 deputados socialistas se abstêm na investidura de Rajoy, número que aliado aos 170 deputados que apoiam o presidente do PP (137 votos do PP, 32 do Cidadãos e a deputada da Coligação Canária) bastariam para garantir a formação de um novo Executivo.

 

Depois de há uma semana o rei Felipe VI ter agendado uma nova ronda de consultas aos partidos com assento parlamentar para os dias 24 e 25 deste mês – garantindo o tempo necessário à realização de um hipotético debate de investidura de Rajoy antes de 31 de Outubro, prazo-limite para a formação e governo – torna-se, contudo, cada vez mais real a possibilidade de o presidente do PP conseguir renovar o seu mandato como chefe de governo. Já esta segunda-feira, em Salamanca, Rajoy mostrou-se "tranquilo" relativamente àquilo que o PSOE venha a decidir.




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mais votado Anónimo Há 2 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

comentários mais recentes
Reinos Há 2 semanas

A Espanha não existe. Mandem cada um em sua casa. O galego na Galiza e tudo fica bem.

Anónimo Há 2 semanas



A MALTA DA ESQUERDA É COMPOSTA POR DOIS GRUPOS:


1 - Os LADRÕES (Inclui os FP e seus pensionistas): que andam a encher os bolsos à custa dos portugueses;

2 - Os BURROS: que ajudam os anteriores a roubar o povo, em nome da ideologia.

Anónimo Há 2 semanas


FP . CGA – 40 ANOS A ROUBAR OS TRABALHADORES E PENSIONISTAS DO PRIVADO


AS PENSÕES DOURADAS DA CGA

As reformas mais antigas são as mais elevadas porque tiveram fórmulas mais favoráveis.
São também aquelas em que as pessoas se reformaram/aposentaram com menos idade.
Por isso devem ter os maiores cortes.

Ex: Muitas pessoas reformaram-se/aposentaram-se com 36 anos de descontos e 54 de idade.
Ou seja, muitas dessas pessoas vão estar mais anos a receber a pensão, do que os anos que trabalharam e descontaram.
Basta que vivam até depois dos 90 anos, o que se verifica com cada vez mais pessoas.

Pergunta: Estas pessoas fizeram descontos suficientes para terem a pensão que recebem?

Resposta: Não, nem para metade.

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