Europa Puigdemont chegou à Dinamarca e arrisca ser detido a pedido de Espanha

Puigdemont chegou à Dinamarca e arrisca ser detido a pedido de Espanha

Carles Puigdemont, que se encontra em Bruxelas desde o final de 2017, viajou para a Dinamarca num voo da companhia Ryanair que aterrou em Copenhaga às 08:20 (07:20 em Lisboa).
Puigdemont chegou à Dinamarca e arrisca ser detido a pedido de Espanha
Reuters
Negócios com Lusa 22 de janeiro de 2018 às 08:38

O ex-presidente da Catalunha Carles Puigdemont chegou hoje ao aeroporto da capital da Dinamarca num voo proveniente de Bruxelas para participar num debate na Universidade de Copenhaga e arrisca ser detido.

 

A Procuradoria espanhola anunciou no domingo que iria solicitar "de forma imediata" uma ordem de internacional de detenção contra Puigdemont, caso o ex-presidente da região autónoma da Catalunha se deslocasse à Dinamarca.

 

Carles Puigdemont, que se encontra em Bruxelas desde o final de 2017, viajou para a Dinamarca num voo da companhia Ryanair que aterrou em Copenhaga às 08:20 (07:20 em Lisboa).

 

O Ministério Público espanhol anunciou este domingo que, se Carles Puigdemont viajar da Bélgica para a Dinamarca – onde é suposto participar num debate – irá ordenar a detenção do presidente deposto do governo catalão.

 

Puigdemont está em Bruxelas desde Outubro, depois de o seu governo ter declarado a independência da região no dia 27 desse mês, na sequência de um referendo considerado ilegal pelas autoridades espanholas.  

 

Agora, o Ministério Público diz que, se o líder do Juntos pela Catalunha sair de Bruxelas, solicitará imediatamente ao juiz responsável pelo caso para restabelecer o mandado e pedirá às autoridades dinamarquesas que o detenham.

 

A Universidade de Copenhaga confirmou, na sexta-feira, que Puigdemont deverá participar num evento organizado pelo seu departamento de ciência política, na segunda-feira: "Catalunha e Europa numa encruzilhada para a democracia? Debate com Carles Puigdemont".

 

O advogado do presidente deposto da Catalunha, Jaume Alonso-Cuevillas, disse à rádio pública catalã, este domingo, que o risco de o seu cliente ser preso na Dinamarca é "bastante alto", embora também acredite que as autoridades dinamarquesas recusarão cumprir qualquer mandado de detenção.




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