Mundo Putin e Trump discutiram normalização das relações EUA-Rússia

Putin e Trump discutiram normalização das relações EUA-Rússia

Normalizar as relações e reforçar os laços comerciais entre os dois países, bem como reforçar o combate ao Estado Islâmico, foram alguns dos assuntos discutidos por Putin e Trump.
Putin e Trump discutiram normalização das relações EUA-Rússia
Bloomberg
Nuno Carregueiro 14 de Novembro de 2016 às 21:30

O presidente russo falou esta segunda-feira ao telefone com o presidente eleito dos Estados Unidos, para congratular Donald Trump pela vitórias nas eleições, mas também para discutir formas de normalizar as relações entre os dois países.

 

"Durante a conversa, Putin e Trump reconheceram que as actuais relações entre a Rússia e os Estados Unidos são altamente insatisfatórias e apelaram a um trabalho conjunto para as normalizar, através de uma cooperação construtiva numa série de assuntos", afirma uma nota do Kremlin que está a ser citada pelos media internacionais.

 

Putin e Trump acordaram desenvolver esforços conjuntos para combater o terrorismo internacional, discutiram planos de paz para a Síria e assinalaram que o reforço das relações comerciais entre os dois países é um passo que tem que ser dado para melhorar as relações bilaterais.

 

A equipa de transição de Donald Trump também emitiu um comunicado sobre a conversa com Putin, destacando que foram discutidos assuntos variados e que o líder russo telefonou para "dar os parabéns pela vitória numas eleições históricas".

 

O vencedor das eleições nos Estados Unidos disse a Putin que está "muito ansioso por ter uma forte e duradoura relação com a Rússia e com o povo russo".

 

As declarações de ambos, antes das eleições, já faziam antever uma mudança de rumo nas relações entre a Rússia e os Estados Unidos, que se degradaram durante a administração de Obama para níveis que não se viam desde a Guerra Fria.

 

Putin tinha classificado Trump como uma personalidade "colorida" e o republicano tinha prometido juntar-se ao russo na luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Trump chegou mesmo a dizer que iria reconhecer a anexação da Crimeia por parte dos russos em 2014.  




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