Ásia Pyongyang propõe envio de delegação de alto nível aos JO de Inverno

Pyongyang propõe envio de delegação de alto nível aos JO de Inverno

Pyongyang propôs enviar uma delegação de alto nível aos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão decorrer no próximo mês na Coreia do Sul, durante a primeira reunião entre as duas Coreias em mais de dois anos, anunciou Seul.
Pyongyang propõe envio de delegação de alto nível aos JO de Inverno
Lusa 09 de janeiro de 2018 às 07:29

"A parte norte-coreana propôs enviar uma delegação de alto nível", declarou o ministro-adjunto da Unificação da Coreia do Sul, Chun Hae-Sung, aos jornalistas.

 

O anúncio de Pyongyang foi feito durante a reunião de alto nível entre as duas Coreias, a primeira desde Dezembro de 2015, que decorre em Panmunjom, aldeia fronteiriça onde foi assinado o armistício da Guerra da Coreia (1950-53).

 

Segundo o ministro sul-coreano, além de representantes do regime, a Coreia do Norte vai também enviar atletas aos Jogos Olímpicos de Inverno, bem como apoiantes, jornalistas e uma equipa de taekwondo para realizar exibições durante o evento.

 

Os patinadores artísticos Ryom Tae-ok e Kim Ju-ik são os únicos dois atletas norte-coreanos qualificados para os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, apesar de o Comité Olímpico Internacional ter afirmado que outros poderiam participar mediante convite.

 

A participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno que arrancam em 9 de Fevereiro poderia aliviar a tensão na península, depois de 2017 se ter assistido ao lançamento de três ensaios nucleares e de múltiplos mísseis balísticos por parte da Coreia do Norte, e à retórica bélica do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem trocado insultos pessoais e ameaças de guerra com Kim Jong-un.

 

Por seu lado, a Coreia do Sul propôs a realização, em meados de Fevereiro, coincidindo com as festividades do Ano Novo Lunar, uma reunião das famílias coreanas separadas, mas a Coreia do Norte ainda não se pronunciou relativamente a esse assunto.

 

Milhões de pessoas foram separadas durante a Guerra da Coreia, sendo que a maioria morreu sem ter tido a oportunidade de voltar a ver familiares próximos, uma vez que estão interditas comunicações transfronteiriças, troca de cartas ou chamadas telefónicas.




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