Cultura Quadros de Da Vinci e Warhol podem ser vendidos por 150 milhões

Quadros de Da Vinci e Warhol podem ser vendidos por 150 milhões

Dois quadros de ícones de arte podem ser vendidos por 150 milhões de dólares num leilão em Nova York no próximo mês.  
Quadros de Da Vinci e Warhol podem ser vendidos por 150 milhões
Reuters
Bloomberg 15 de outubro de 2017 às 11:30

A Christie’s avaliou "Salvator Mundi", uma pequena pintura de Leonardo Da Vinci, em cerca de 100 milhões de dólares. Uma tela monumental de Andy Warhol, inspirada no famoso quadro "A Última Ceia", de Da Vinci, poderá ser vendida por 50 milhões de dólares. Ambas as obras serão oferecidas durante um leilão nocturno de arte do pós-guerra e contemporânea no dia 15 de Novembro.

 

Poder associar uma pintura do mestre antigo com "Sixty Last Suppers" de Warhol foi uma ideia atraente para o vendedor do Da Vinci, de acordo com a Christie’s.

 

"Alguém como Da Vinci não envelhece", disse Loic Gouzer, presidente de arte do pós-guerra e contemporânea da Christie’s em Nova Iorque. "Esta normalmente é uma obra que não tem preço."

 

O quadro de Da Vinci foi pintado em torno de 1500 e retracta Jesus Cristo segurando uma esfera de cristal na mão esquerda e elevando a mão direita em um sinal de bênção. É a última pintura conhecida do artista em mãos privadas, informou a Christie’s. A obra de arte foi parte de uma batalha judicial internacional entre o actual dono, o bilionário russo Dmitry Rybolovlev, e o comerciante suíço de arte que lhe vendeu a pintura.

 

A obra de Warhol, realizada em 1986, um ano antes da morte do artista pop, retracta a "A Última Ceia" 60 vezes em preto e branco. O enorme quadro — de quase dez metros de largura — tem dez colunas e seis linhas.

 

Ambas as obras estão garantidas para a venda por terceiros, de acordo com a casa de leilão. A Christie’s preferiu não fazer comentários sobre a identidade do vendedor. A pintura já pertenceu ao comerciante de arte Larry Gagosian, que a exibiu em Abu Dhabi em 2010.

 

Warhol pescou a ideia de realizar um grupo de obras com base em "A Última Ceia", quadro do final do século 15, de Alexander Iolas, um comerciante de arte de Milão, de acordo com a Christie’s. O artista fez mais de 100 obras diferentes com "A Última Ceia", algumas à mão livre, algumas com contornos, outras em serigrafia. Em 1986, 22 dessas obras foram exibidas num espaço em frente à igreja de Santa Maria delle Grazie, lar do original, e foram vistas por 30.000 pessoas.

 

O recorde de Warhol num leilão pertence a "Silver Car Crash (Double Disaster)", uma pintura de serigrafia de 1963 que foi vendida por 105,4 milhões de dólares na Sotheby’s em 2013. A obra da série "A Última Ceia" mais cara num leilão — uma tela de 1 metro quadrado — foi vendida por 18,7 milhões de dólares para o joalheiro bilionário Laurence Graff.




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