União Europeia Quase todo o investimento do Plano Juncker foi para os 15 países mais ricos da UE

Quase todo o investimento do Plano Juncker foi para os 15 países mais ricos da UE

Mais de 90% do investimento alavancado pelo programa de estímulo económico da União Europeia foi dirigido aos 15 Estados-membros mais ricos. Itália, Espanha e o Reino Unido - com um pé fora do clube dos 28 - foram os mais beneficiados em infra-estruturas e inovação.
Quase todo o investimento do Plano Juncker foi para os 15 países mais ricos da UE
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 04 de Outubro de 2016 às 16:10

A grande maioria do dinheiro aplicado até ao momento no âmbito do Fundo Europeu para o Investimento Estratégico –, EFSI na sigla em inglês, também denominado Plano Juncker – foi absorvida por projectos a realizar nos 15 Estados-membros mais ricos da União Europeia.


As contas constam de um relatório do Banco Europeu de Investimento consultado pela Reuters, que apesar de não avançar valores concretos, revela preocupação pelo facto de mais de 90% do investimento ter sido dirigido aos 15 mais ricos num universo de 28 Estados-membros.


"É preocupante que o portefólio agregado do EFSI esteja altamente concentrado (92%) nos 15 países, e subfinancie (8%) os outros 13," refere. O documento conclui que a maior parte do financiamento beneficiou projectos de infra-estruturas e inovação na Itália e em Espanha, além do Reino Unido, que em Junho votou a saída da UE, processo que deverá iniciar-se formalmente até Março do próximo ano.


O relatório reclama ainda um alargamento dos sectores elegíveis para financiamento pelo fundo, de forma a garantir o reforço do investimento nos outros 13 países, que correspondem às regiões menos desenvolvidas na Europa, como nos membros mais recentes da UE do centro e Leste do velho continente.


Até ao final de Junho, concluído o primeiro ano de aplicação do programa, tinham sido gerados 104,75 mil milhões de euros em investimento, correspondendo a um terço do valor previsto. O plano espera desencadear um pacote global de investimento de 315 mil milhões de euros, alavancados em 21 mil milhões de euros de gasto público e segundo o relatório está bem encaminhado para a sua conclusão em meados de 2018, como previsto.


O sector energético absorveu até ao momento a maior parte do valor destinado a financiamento de infra-estruturas e inovação (46%), enquanto as PME da Alemanha, França e Itália receberam 54% de todo o financiamento previsto para empresas da sua dimensão.

No final de Setembro o Governo anunciou que a Comissão Europeia já aprovou mais de 1,2 mil milhões de euros em projectos para a economia portuguesa. Até 31 de Julho, os projectos viabilizados no valor de 510 milhões de euros colocavam o país no nono lugar do ranking de Estados-membros no que respeita ao aproveitamento do Plano Juncker. 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

OS POBRES QUE PAGUEM A CRISE, NÃO É , SENHOR ESQUENTADOR?

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

NÃO DEVERIAM COMEÇAR POR AJUDAR OS PAÍSES MAIS ATRASADOS NO DESENVOLVIMENTO COM UM PLANO BEM DEFINIDO E SÓ DEPOIS AJUDAR AQUELES MAIS DESENVOLVIDOS? QUEM É RICO, MAIS RICO FICA. OS PAÍSES MAIS POBRES SÃO OS QUE CONTINUARÃO POBRES. MAS QUE TRAMPA DE EUROPA!

Toze Antunes Há 4 semanas

Um ladrão de impostos, vai por uma colega na ONU, isto merece...

Eduardo Nuno Barros Mascarenhas Há 4 semanas

italia e espanha são os mais ricos? hajam titulos enganosos

Carlos Paz Há 4 semanas

Claro que uma coisa NADA tem a ver com a outra! ... http://economico.sapo.pt/noticias/fmi-portugal-na-lista-dos-crescem-menos_257203.html

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