Justiça Quatro ex-quadros da TAP em esquema de branqueamento de milhões de Angola

Quatro ex-quadros da TAP em esquema de branqueamento de milhões de Angola

Corrupção activa com prejuízo no comércio internacional, branqueamento e falsificação de documentos são as suspeitas que recaem sobre quatro ex-responsáveis da TAP.
Quatro ex-quadros da TAP em esquema de branqueamento de milhões de Angola
Bruno Simão/Negócios
Lusa 21 de julho de 2017 às 17:31
Três advogados e outras quatro pessoas que tiveram ligação à TAP, um deles como membro do Conselho de Administração, foram acusados pelo Ministério Público (MP) de corrupção activa com prejuízo no comércio internacional, branqueamento e falsificação de documentos.

Segundo informação divulgada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), mediante um esquema de aparente prestação de serviços da TAP à Sonair, uma empresa subsidiária Sonangol, foi possível a colocação em Portugal, por parte da petrolífera angolana, de elevados montantes em dinheiro.

"A investigação apurou que a Sonair procedeu ao pagamento à TAP de um valor superior a 25 milhões de euros sem que tenha havido a prestação dos serviços aparentemente contratados", indica o DCIAP.

Segundo explica este departamento do MP, o dinheiro que circulava da Sonair para a TAP era, depois, branqueado com a mediação de uma outra empresa, a Worldair.

"Esta última, mediante o recebimento de comissões incompreensivelmente elevadas (cerca de 2/3 do valor do negócio), permitia girar o dinheiro para contas fora de Portugal. Os montantes circulavam ainda por 'offshores' antes de regressarem a contas portuguesas. Em alguns casos, o dinheiro acabava por ser usado para a aquisição de imóveis de luxo em Portugal", adianta o DCIAP.

Durante a investigação, o MP apreendeu nove imóveis, todos registados em nome de sociedades envolvidas no processo de branqueamento, pedindo a sua perda a favor do Estado.

Foram apreendidos os saldos de 21 contas bancárias, também em nome de empresas de fachada envolvidas, tendo, igualmente, pedido que as quantias aí depositadas fossem declaradas perdidas a favor do Estado. Foi também solicitada a intervenção do Gabinete de Recuperação de Ativos da Polícia Judiciária.

O Ministério Público foi coadjuvado neste inquérito pela Polícia Judiciária, tendo a acusação sido proferida no passado dia 14.



A sua opinião3
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Legru 21.07.2017

Resposta ao Cow-boy.
Sabe, por acaso quando aconteceram estes actos de corrupção?
Estamos a falar de quatro ex-quadros da TAP que com toda a certeza foram quadros quando a TAP ainda era totalmente de capital público (para nossa desgraça, digo eu).
Um poucochinho mais de bom senso, nunca fez mal a ninguém.

comentários mais recentes
Cow-boy 21.07.2017

Totalmente de acordo Legru não soube ler o meu comentário Espero que agora perceba

Legru 21.07.2017

Resposta ao Cow-boy.
Sabe, por acaso quando aconteceram estes actos de corrupção?
Estamos a falar de quatro ex-quadros da TAP que com toda a certeza foram quadros quando a TAP ainda era totalmente de capital público (para nossa desgraça, digo eu).
Um poucochinho mais de bom senso, nunca fez mal a ninguém.

Cow-boy 21.07.2017

Já se vê frutos da gestão privada na TAP...

pub
pub
pub
pub