Ásia Queda abrupta de salários torna mão-de-obra da Rússia concorrente da chinesa

Queda abrupta de salários torna mão-de-obra da Rússia concorrente da chinesa

O país é a nova atracção para os grandes fabricantes mundiais de diversas áreas. Desde o mobiliário à tecnologia, a mão-de-obra russa tem vindo a tornar-se cada vez mais barata.
Queda abrupta de salários torna mão-de-obra da Rússia concorrente da chinesa
Reuters
Negócios 17 de Novembro de 2016 às 14:55

Pela primeira vez desde a era tzarista, os salários russos tornaram-se "altamente competitivos" com os da China, avança a Renaissance Capital, citada pela Bloomberg. A par da queda dos rendimentos da população russa nos últimos anos, a mesma fonte aponta o dedo para a crise monetária que perdura desde 1998.

 

Os salários na Rússia caíram para quase metade no ano passado, quando comparado com países do antigo bloco de Leste como a República Checa.

 

Companhias como a Samsung Electronics Co. ou a Mars Inc. procuram no país uma forma de conseguir custos de trabalho mais baixos. Em Setembro, a fabricante de tecnologia sul-coreana começou a exportar máquinas de lavar a roupa fabricadas na Rússia para 20 países europeus. A Mars produz pastilhas elásticas a partir de uma fábrica de São Petersburgo, com vários mercados destinatários.

 

Magnus Benon, director de operações do IKEA na Rússia, afirma que o fabricante de mobiliário pode conseguir "algo muito competitivo da Rússia". "Os fornecedores russos são actualmente competitivos, principalmente devido à situação actual. Não acho que isto seja temporário", acrescenta.

 

Na passada quarta-feira, 16 de Novembro, as expectativas dos economistas relativamente à produção industrial ficaram aquém: o indicador a 10 meses apresentou um crescimento de 0,3% relativamente ao ano anterior. O ministro da Economia russo prevê um crescimento na produção de 0,4% no final do ano, após uma contracção de 3,4% no ano passado.

 

Yaroslav Lissovolik, economista-chefe da Eurasian Development Bank, acredita que a Rússia se pode tornar numa "fábrica regional". O mesmo acrescenta que os fabricantes russos pretendem criar alianças com companhias estrangeiras, de forma a integrarem as cadeias regionais e globais, e melhorar os potenciais competitivo e exportador do país.

 

No passado mês de Abril, o Banco Mundial afirmou que as empresas russas necessitam de expandir e alterar a sua capacidade e processos de produção, de forma a "capitalizar a sua actual vantagem de preço relativo nos mercados internacionais".




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