Cultura Quem paga o Prémio Camões?

Quem paga o Prémio Camões?

Manuel Alegre foi distinguido com o prémio mais importante da literatura em língua portuguesa. O valor do prémio foi variando ao longo do tempo, mas há 16 anos que vale o dobro do que quando foi lançado.
Quem paga o Prémio Camões?
Manuel Alegre vai receber 100 mil euros por ter recebido o Prémio Camões de 2017.
Miguel Baltazar
Marta Moitinho Oliveira 10 de junho de 2017 às 12:00

O Prémio Camões, que foi atribuído esta quinta-feira ao poeta Manuel Alegre, custa aos cofres públicos 50 mil euros. Mas o autor distinguido com o mais importante prémio de literatura em língua portuguesa recebe o dobro. A outra metade é suportada pelo governo brasileiro. É assim desde 2001.

Segundo explicou ao Negócios fonte oficial do Ministério da Cultura, até 1999 este Prémio era de 10 milhões de escudos (o equivalente a 50 mil euros). Os valores do prémio ainda estão em escudos e naquele ano correspondia a metade dos valores actuais.


Naquele ano, era Manuel Maria Carrilho ministro da Cultura, o valor do Prémio aumentou para 60 mil euros (então 12 milhões de escudos). Em 2001, aquando da quinta cimeira luso brasileira o montante atribuído no Prémio Camões voltou a ser reforçado. O prémio subiu para 100 mil euros (20 milhões de escudos), duplicando o valor com que tinha arrancado. O montante do Prémio está há 16 anos sem mexer.   


O Ministério da Cultura explicou que, independentemente do valor, o prémio sempre foi suportado em montantes iguais pelos dois países e que, no caso português, é o Orçamento do Estado quem financia aquele que é considerado o prémio mais importante da literatura a distinguir um autor de língua portuguesa pelo conjunto da obra.


O Prémio Camões foi criado em 1988, aquando da assinatura do Protocolo Adicional ao Acordo Cultural entre o Governo de Portugal e o Governo do Brasil e tem como objectivo
prestar homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento da língua portuguesa.

 

A atribuição do Prémio Camões de 2017 a Manuel Alegre foi anunciada pelo Ministério da Cultura a 8 de Junho. Entre as obras de Alegre destacam-se as colectâneas Poemas Livres (1963-1965) e os dois volumes de poemas, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967), que deram ao autor notoriedade por terem sido apreendidos pelas autoridades antes do 25 de Abril, mas com grande circulação nos meios intelectuais. Alegre estreou-se na ficção com Jornada de África, em 1989 e tem uma vasta obra traduzida e publicada em diversos países.


Na quinta-feira, quando soube da atribuição do Prémio, o histórico dirigente socialista disse ao Diário de Notícias receber a distinção "com alegria mas também com serenidade". "Não estava à espera nem sabia que o júri estava reunido", afirmou ainda. "É natural que me atribuam este prémio. Até podia ter sido mais cedo", declarou, mostrando-se ainda "muito honrado" com a decisão do júri.

 

A sua opinião21
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 2 semanas

Ser de esquerda radical criminosa ,quase sempre compensa, num pais onde 75% da populacao sofre da mesma doenca idiolo'gica.

comentários mais recentes
Mr.Tuga Há 2 semanas

Boa camarada....

Já o podes doar aquela coisa DESPESISAT RUINOSA do Largo dos RATOS para diminuir o PASSIVO...

saraiva14 Há 2 semanas

Este ano foi o Alegre! Para o ano vai ser a Canavilhas!

O Zé paga tudo. Há 2 semanas

Mais um Xulo do Herário Público! Paga Zé Pagode!

A PRÁXIS DE M. ALEGRE É A DA DIREITA Há 2 semanas

Cara Maria Santos, MANUEL ALEGRE, como figura pública q é, não pode só ser analisado como escritor, mas principalmente, como político, onde teve responsabilidades gravíssimas na eleição do CAVACO, INFORMADOR DA PIDE, para a PR (não sou eu que o digo, mas o cartão que pode ser visto no YOU TUBE)

ver mais comentários
pub