Lei dos Compromissos
"Como se pode viver numa economia que não paga?!"
14 Setembro 2012, 18:10 por António Larguesa | alarguesa@negocios.pt
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Passos alertou que a administração central e local "deve dar o exemplo" e só assumir compromissos que tem dinheiro para pagar. E não consegue "justificar que a RTP custe três vezes mais" do que o orçamento para a Cultura.
O primeiro-ministro classificou hoje a Lei dos Compromissos como um "avanço extraordinário" por impedir a acumulação de dívidas a fornecedores e aconselhou as autarquias a garantir outras poupanças para assegurar o pagamento de refeições e transporte às crianças e aos idosos.

"Como se pode viver numa economia que não paga? O Estado deve dar o exemplo, seja a Administração Central ou local", afirmou o governante perante uma plateia de empresários em Vila do Conde durante os festejos dos 80 anos da Imperial.

Passos dedicou grande parte do discurso às empresas públicas, que disse terem contribuído para que "o campeão dos gastos públicos em Portugal seja a dívida". E alertou que "vai demorar 15 a 20 anos para criar um padrão razoável de dívida".

Para ilustrar que "vale a pena não cometer os mesmos erros do passado", o primeiro-ministro deu o exemplo dos gastos da RTP, que comparou com os "claramente insuficientes" 80 milhões de euros destinados à Cultura no Orçamento do Estado.

"Por muito que seja preciso serviço público na Comunicação Social, como justificar que custe três vezes mais aos portugueses do que o apoio ao património, aos museus e às artes?", questionou Passos, lamentando os cortes determinados para Serralves ou para a Casa da Música.

No aniversário da maior fabricante nacional de chocolates, detida pela RAR, Passos Coelho deixou o elogio a uma empresa que "cumpriu o objectivo da internacionalização" e "garantiu a remuneração justa ao accionista, mas também aos trabalhadores e à sociedade".

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