Economia "Não deveríamos ter entrado para o euro, hoje não devemos sair"

"Não deveríamos ter entrado para o euro, hoje não devemos sair"

Miguel Cadilhe diz que a equidade está a sofrer com as medidas de austeridade.
Negócios 23 de abril de 2012 às 09:30
A adesão de Portugal à união monetária, primeira, e ao euro, depois, foi “um erro”. Um erro que devia ter sido evitado há já 20 anos e que agora é irreversível, tendo o País de pagar caro por ele.

A opinião é de Miguel Cadilhe, que hoje, em entrevista ao jornal “i”, recorda que já no início da década de 1990 alertava para os perigos da adesão de Portugal à moeda única, tendo de sujeitar-se a regras de indexação cambial e de cumprir as etapas de convergência nominal.

Por ter alertado para o “sacrilégio” da “desproporção e inadequação entre a moeda única e a nossa estrutura produtiva”, foi apelidado de “eurocéptico e outros mimos” que o “colocavam a nadar contra a corrente”, descreve o economista. Vinte anos depois, os resultados estão à vista, sendo uma das principais causas da crise que Portugal enfrenta.

Outra causa é, segundo o economista e ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, “os erros de homens poderosos que governaram o nosso País”, e a “péssima e persistente propensão do Estado para fazer enormes gastos públicos, ditos de investimento ou equipamento, de duvidosa reprodutividade, completamente fora das actividades ditas transaccionáveis”.

Considerando que não há no Governo qualquer ministro que tenha apresentado “obra estrutural”, Miguel Cadilhe diz ainda que têm faltado “contrapesos sociais, medidas para contrapesar as medidas de austeridade aos olhos dos relativamente ou subjectivamente mais sacrificados”. “A equidade está a sofrer, e não tenhamos dúvidas quanto à gravidade disso”, refere, retomando a sua proposta para que se lance um imposto único, pontual, sobre todo o património de quem mais tem.



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O demagogo 23.04.2012

A moralidade deste tipo mete-me pura e simplesmente nojo, pois deita da boca para fora palavras completamente falsas e imoralistas, quando todo o português sabe perfeitamente que quando o BPN já estava falido este badaneco teve uma passagem relampago pelo pesmo e obrigou o banco a fazer-lhe um contrato não no BPN nem na Real Seguros que era a compoanhia de seguros oficial do BPN mas sim numa companhia Suiça exterior ao BPN, a qual lhe pagou quando se vieo embora milhões e milhões de euros por nem meia duzia de meses em que apenas se limitou a ir passeasr e brincar no BPN sem ter feito rigorosamente nada no mesmo. A lata deste oportunista do PSD brada aos céus.sendo por causa dele e doutros tais como ele que o País infelizmente está na situação actual e em que estes bardamerdas se safam sem pagarem nada para ajudar a endireitar o País que era realmente a sua obrigação moral pois roubaram-no indecentemente, enquanto os reformados e os funcionários publicos são roubados dos subsidios de Ferias e de Natal pelos abutres do PSD e do CDS compiunchas deste palerma mque não hesitam em se comportarem como uma autêntica quadrilha de ladrões.

Moodys Atak 23.04.2012

Sr Cadilhe...Engana-se..o que o Sr devia ter feito quando era Ministro de Cavaco..eram melhores condições para portugal no que diz respeito as quotas de agricultura e pescas..isso sim foi o nosso ou melhor, vosso grande erro..o Sr tal como muitos ficaram iludidos com os milhões que íamos receber..em troca da produtividade do nosso pais. O SR E UM DOS GRANDES RESPONSÁVEIS PELA SITUAÇÃO DO NOSSO PAIS:::CALE-SE CALE_!!!! SEU IGNORANTE , HIPÓCRITA e CANALHA... VÁ GOZAR OS MILHÕES QUE ROUBOU AO PAIS PARA BEM LONGE DAQUI E POR FAVOR NÃO DÊEM A PALAVRA A ESTE PULHA!!!

jcastro8dx 23.04.2012

Essa agora? Estão o euro foi mau para Portugal, e agora é bom? Não me parece. Entao porque nao haveriamos de sair?

A questao nao é "se" mas quando e como. Espere-se pelo equilibrio da balança comercial e "ala que se faz tarde". Austeridade quanta baste. Reformas sim, soa indispensaves. Competitividade das empresas e consequnte crescimento é fundamental. Mas isto ano sera possível dentro do espartilho do euro.

A menos que a Alemanha aceite pagar bastante mais aos seus trabalhadores e um pouco mais de inflaçao. Como isto é improvavel, so resta sair.

Anónimo 23.04.2012

ESTOU DE ACORDO COM ESSA MEDIDA HÁ QUE ANOS
TODOS TÊM QUE CONTRIBUIR DE ACORDO COM SEUS RENDIMENTOS E SUAS FORTUNAS
NO QUE RESPEITA AOS RENDIMENTOS DO TRABALHO E PENSÕES TODOS DEVEM CONTRIBUIR INDEPENDENTEMENTE SE SÃO TRABALHADORES DO SECTOR PÚBLICO OU DO SECTOR PRIVADO.

ONDE ESTÃO OS RESPONSÁVEIS DO PAÍS
ENTRE ELES O NOSSO "QUERIDO" PRESIDENTE QUE TANTO FALAVA EM EQUIDADE NA DISTRIBUIÇÃO DOS SACRIFÍCIOS

SUMIU??? O HOMEM DA MAGISTRATURA ACTIVA




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